Após mamaço, hospital decide criar sala para mães fazerem ordenha

1

O Hospital Santa Catarina decidiu criar, no prazo de seis meses, um sala para que as mães com filhos internados possam fazer a ordenha para que o leite materno seja servido para seus bebês.

Desde o fechamento da maternidade, ocorrida em 2014, os bebês internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e que estão sedados ou com ventilação mecânica são alimentados com fórmulas infantis já que não há local apropriado para a mãe fazer a ordenha e armazenar o leite para ser servido.

Bebê recebe agora leite artificial (Foto: arquivo pessoal)

Bebê recebe agora leite artificial (Foto: arquivo pessoal)

O Mães de Peito divulgou na manhã desta segunda-feira (23) o caso da empreendedora Joana Ciampolini que desde 14 de maio teve de autorizar o hospital a dar leite de fórmula para o seu bebê de apenas dois meses.

O bebê, que é alimentado exclusivamente no peito, teve que ser entubado e recebe alimentação por meio de uma sonda. A mãe do paciente disse que os médicos alegaram “risco de contaminação” para o seu leite não fosse oferecido. “Sei que o meu leite ajudaria ele a se recuperar mais rápido. Pedi desde o momento que ele foi internado na UTI para me deixarem tirar o meu leite para ser servido para ele, mas não deixaram”, lamenta Joana, que tem feito as ordenhas para aliviar o seios cheios e descartado o seu leite.  Ainda não há previsão de quando o bebê receberá alta. Leia mais sobre o caso aqui.

O hospital se reuniu nesta manhã com as mães realizaram um mamaço na porta da maternidade após Joana relatar nas redes sociais o que acontecia na unidade de saúde. O evento foi organizado pela Casa da Borboleta, um espaço na zona leste que apoia o parto e amamentação e mulheres vítimas de violência doméstica. A responsável pela casa, Reila Miranda, fez vigília e chegou a dormir na porta do hospital para protestar.

O hospital diz que  entende a importância do aleitamento materno e que o espaço para coleta de leite humano  já constava no plano diretor de investimento do hospital. O prazo de seis meses para ficar pronta ocorre pois é necessário atender exigências da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A instituição ressalta, no entanto, que todas as crianças que não estão em ventilação mecânica e sedação, mesmo dentro da UTI pediátrica, recebem amamentação natural”, diz nota enviada pela assessoria de imprensa do Santa Catarina.

Compartilhe!

1 comentário

  1. Passei pela mesma situação num Hospital em Taubaté: minha filha precisou ficar na UTI logo que nasceu, todos os dias eu tirava meu leite, inclusive no banheiro da recepção do Hospital por falta de uma sala apropriada e jogava fora. Enquanto isso ela recebia fórmulas artificiais que muitas vezes provocaram reações nela, já que não havia Leite materno suficiente para todas as crianças internadas.

Deixe aqui o seu comentário

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.