Brasil é referência em aleitamento materno apesar de 61% não mamar até o 6º mês

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Crianças devem ser amamentadas até os dois anos ou mais (Foto: Gabi Trevisan)

A maioria dos bebês brasileiros não são amamentados com leite materno exclusivo até o sexto mês de vida, como preconiza o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde).  Levantamento da revista britânica “The Lancet” divulgada nesta quarta-feira (2) mostra que 61% dos bebês recebem leites de fórmula e até alimentos no lugar do leite materno, no entanto, o país é considerado referência mundial em aleitamento materno pois foi o melhor entre os 153 países que participaram do estudo.

O estudo mostra que em 1974 as crianças brasileiras eram amamentadas, em média, por 2,5 meses. Em 2006, esse número subiu para 14 meses. Em 1986, apenas 2% das crianças de até seis meses recebiam exclusivamente leite materno. Em 2006, essa taxa saltou para 39%. Ao contrário do Brasil, a China teve redução de 5%.

De acordo com a publicação, as brasileiras amamentam mais que as britânicas, americanas e chinesas. A  taxa de amamentação exclusiva aos 6 meses é de 19% nos EUA, 1% no Reino Unido 1% e de 28% na China.

O levantamento mostra também que 50% das crianças brasileiras são amamentadas até um ano e que a amamentação segue até os dois anos para 25% delas.

BANCOS DE LEITE SÃO REFERÊNCIA

O reconhecimento do país nesta área ocorre, principalmente, por conta dos bancos de leite humano pois o Brasil conta com 213 das 292 unidades espalhadas em todo o mundo.

Com o grande número de bancos de leite, o país acaba sendo recordista em doações de leite materno. Entre 2008 e 2014, as mulheres brasileiras foram responsáveis por 89% da coleta dos 1,1 milhão de litros de leite doados e beneficiaram 79% de todos os recém-nascidos atendidos nesses espaços.

Vale ressaltar que o aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida do bebê de forma complementar até os dois anos ou mais. O leite materno ajuda a proteger o bebê de  infecções, diarreias e alergias e diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol. Já a mãe que amamenta perde peso mais rápido e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, o que diminui risco de hemorragia e anemia.

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