Colar de âmbar: quais os benefícios e cuidados devem ser adotados

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Mãe e filha usam colar de âmbar báltico (Foto: Divulgação)

Mãe e filha usam colar de âmbar báltico (Foto: Divulgação/Lithu Âmbar)

O colar de âmbar tem se popularizado, principalmente, após famosas, como a modelo Gisele Bundchen, postarem fotos dos filhos usando o acessório. Mas, afinal, para que serve esse colar e será que ele realmente traz benefícios?

A grande maioria dos pais procura o colar de âmbar quando começa a fase de dentição do bebê, período que surgem incômodos e muita coceira nas gengivas. Como levam as mãos e objetos na boca, é frequente que os pequenos levem bactérias para a boca deixando a região ainda mais irritada e muitas vezes inflamada. As consequências disso geralmente são diarreia, febre, muita salivação e irritabilidade do bebê. “Como o âmbar báltico possui ação anti-séptica e analgésica, ele ajuda a amenizar estes sintomas e por consequência acaba acalmando o bebê podendo ajudar, inclusive, em um sono mais tranquilo. Além disso, o âmbar báltico ajuda muito a melhorar a imunidade, então o bebê tende a ter uma boa resposta imunológica quanto a resfriados e gripes, por exemplo”, comenta Mara Braga, da Lithu Âmbar.

A advogada Isabela Mundie começou a usar o colar de âmbar na filha Catarina com quatro meses de vida. “Eu acredito em terapias alternativas, então, o colar de âmbar veio complementar o tratamento preventivo que eu faço na minha filha para aumentar imunidade, diminuir chances de inflamação, acalmar. Sei que não há embasamento científico que comprove o uso do colar, mas usando com segurança, não vejo nenhuma contraindicação. Pelo contrário, só vejo benefícios”, relata Isabela. A menina, que agora tem 10 meses, já tem oito dentes e foi um processo tranquilo. “Não houve dor, febre, assaduras, nada. E atribuo isso também ao colar”, relata.

O uso do colar de âmbar é mais indicado para os bebês a partir do terceiro mês de vida pois o pescoço da criança já fica mais firme nesta fase. “Outra medida importante é que as contas devem ser pequenas, arredondadas e amarradas uma a uma para que não corra o risco da peça inteira de desmanchar caso arrebente. É fundamental que o fecho seja de modelo rosca pois outros modelos (como imã e encaixe), o bebê pode facilmente tirar sozinho e colocar na boca, no nariz ou cruzar em X no pescoço, o que oferece grandes riscos de sufocamento”, orienta Mara.

Ela ressalta que é muito importante também ficar de olho no tamanho do colar. “Bebês de zero até quatro anos o tamanho adequado é o de 33 cm e, a partir de 4 anos, os modelos em 38 cm. Se o colar possui muita folga, o bebê ou criança pequena pode colocar as contas na boca e mastigar o colar, o que não é indicado”, diz. Mara afirma que se a folga é muito grande, o colar pode enganchar com mais facilidade e o bebê pode se sufocar caso consiga passar um braço fazendo uma torção. “O ideal é que o colar fique mais ajustado ao pescoço”, comenta.

Os colares e pulseiras de âmbar não são só benéficos para bebês, ou seja, crianças e adultos também podem  usar. O âmbar báltico age como antiséptico natural, então, ajuda a combater processos inflamatórios. “Possui também ação analgésica e alivia algumas dores, principalmente, relacionadas à inflamações. É um antioxidante e também ajuda melhorar o sistema imunológico. Além disso, age como equilíbrio energético pois atua diretamente no terceiro chackra (plexo solar), o chackra responsável pela nossa determinação, autoconfiança, foco, motivação e auto-controle. Assim, recebemos depoimentos variados como melhora em fibromialgia, cólicas menstruais, enxaquecas, sinusite, inflamação de garganta, sono, tranquilidade, etc”, relata Mara.

CUIDADOS NA HORA DE COMPRAR

Ao adquirir uma peça de âmbar é preciso adotar alguns cuidados para comprar peças verdadeiras e, principalmente, que garantam a segurança dos pequenos. Como o âmbar báltico passou a ser artigo de grande procura, há no mercado peças falsas que são vendidas.”É importante salientar que apenas o âmbar da região báltica possui ácido succínico em até 8%, ou seja, é o único tipo de âmbar no mundo com ação terapêutica. O problema é que até hoje não existe nenhum orgão de fiscalização. O que existem são pequenas associações particulares e no máximo um selo de qualidade da mineradora de âmbar, até porque, uma parcela de comercialização do âmbar báltico é proveniente de contrabando e  vendas clandestinas”, relata Mara.

Ela  explica que a melhor forma de saber se o âmbar é verdadeiro é pelo toque e o cheiro da peça. “De forma geral, âmbar fundido e prensado não costuma ter bolhas de ar ou fissuras. Se possuir bolhas, elas não são arredondadas, são mais esticadas.  O âmbar báltico tem um cheiro muito característico de pinho amadeirado e levemente adocicado, diferente do copal por exemplo, que exala um cheiro de pinho fresco. Portanto, a forma mais eficaz de saber se o âmbar báltico é legítimo ou não, é através do cheiro”.

Se aquecer muito bem um metal como agulha ou faca e encostar este metal quente numa das contas de âmbar, o primeiro fato a ser notado deve ser se esta conta se queima rapidamente ou não. “Plástico e copal costumam queimar muito rapidamente. O âmbar báltico queima mais lentamente. Em seguida, deve ser observado se a conta queimada exala um cheiro de pinho amadeirado e doce. Caso contrário, não se trata de âmbar báltico legítimo”, comenta Mara, que criou um canal no Youtube para tirar as dúvidas de compradores e futuros consumidores da Lithu Âmbar.

10 DÚVIDAS COMUNS SOBRE O COLAR DE ÂMBAR

1 – O que é o âmbar?
Âmbar é uma resina de origem vegetal muito antiga que foi fossilizada. O âmbar báltico é uma resina fossilizada com cerca de 30 a 50 milhões de anos que possui ação terapêutica. Há 50 milhões de anos, houve um aquecimento global muito intenso e de forma natural, as árvores que existiam na região da Escandinávia, começaram a produzir imensas quantidades de âmbar. Este âmbar foi escorrendo pelas árvores e se depositando no solo onde foi fossilizado aprisionando plantas, insetos, répteis e outros animais. Os movimentos das placas tectônicas fez com que este imenso depósito vegetal fosse carregado para solo da região báltica e também do mar báltico onde está depositado hoje. Assim, quando o mar está muito agitado, as ondas conseguem deslocar partes deste âmbar até a orla onde o âmbar é pescado.

O âmbar báltico é muito especial porque é o único âmbar no mundo que contém naturalmente de 3 a 8% de ácido succínico. Para se ter uma ideia, este é o mesmo ácido que é utilizado em muitos medicamentos e suplementos alimentares de forma artificial.

2 – Como o âmbar age?
O âmbar báltico age no contato com a pele independente do local do corpo, assim, tanto faz usar pulseira, colar ou tornozeleira pois a pele vai absorver o ácido succínico que vai diretamente para a corrente sanguínea.

3 – Por que existem peças de cores diferentes?
O âmbar báltIco pode ter diversas colorações de acordo com sua formação fóssil natural. Logicamente, algumas tonalidades são mais raras e possuem também maior concentração do ácido succínico. As peças confeccionadas com este âmbar mais raro, encontrado apenas com mais de 60m abaixo do solo, além de ser mais difícil de ser encontrado, possui maior concentração do ácido succínico e resíduos fósseis mais visíveis. Sua coloração esverdeada se dá pela região de localização argilosa da mesma coloração.

4 –  Precisa tirar para ir na piscina, no mar ou no banho?
O âmbar é poroso então pode absorver cloro de piscina e produtos químicos, além de que, resíduos de hidratantes, sabonete e protetor solar podem ficar acumulados na parte externa impedindo a absorção do ácido succínico, portanto, é indicado evitar o contato com cosméticos e cloro de piscina. Boa parte do âmbar báltico é colhido no mar, portanto não há problema algum quanto a uso na praia, contanto que não entre em contato com protetor solar.

5 –  Precisa tirar para dormir?
Para dormir só precisa tirar se os pais estiverem inseguros. Eles podem utilizar o colar de âmbar dando 2 voltinhas no tornozelo do bebê, por exemplo.

6 – Como higienizar a peça?
Caso queira fazer uma limpeza energética, pode lavar com sal, água corrente e secagem ao sol.

(Foto: Divulgação/Lithu Âmbar)

7 – Qual modelo mais indicado para os bebês?
Para bebês é imprescindível que o colar, pulseira ou tornozeleira de âmbar siga os padrões de segurança. Assim, as contas devem ser pequenas, arredondadas e amarradas uma a uma para que não corra o risco da peça inteira de desmanchar caso arrebente. É fundamental que o fecho seja de modelo rosca pois outros modelos como imã e encaixe, o bebê pode facilmente tirar sozinho e colocar na boca, no nariz ou cruzar em X no pescoço, o que oferece grandes riscos de sufocamento.

8- Com que idade devo colocar no meu bebê?
O uso do colar ou da pulseira de âmbar é mais indicado a partir dos 3 meses por dois motivos: o pescoço do bebê já está mais firme e os pais já estão mais tranquilos quanto a rotina do bebê, ou seja, já conseguem reconhecer melhor as necessidades e os choros deste bebê.

9 – Como escolher o tamanho correto?
Outro fator fundamental é o tamanho dos colares de âmbar para bebês. De 0 até 4 anos, o tamanho adequado é o de 33 cm e, a partir de 4 anos, os modelos em 38 cm. Se o colar possui muita folga, o bebê ou criança pequena pode colocar as contas na boca e mastigar o colar, o que não é indicado. Além disso, se a folga é muito grande, o colar pode enganchar com mais facilidade e o bebê pode se sufocar caso consiga passar um braço fazendo uma torção. Portanto, o ideal é que o colar fique mais ajustado ao pescoço.

10 – O colar é perigoso?
Não desde que compre o produto de fornecedores que trabalham dentro dos padrões de segurança. Por isso, os pais precisam estar conscientes e seguros da escolha tanto da qualidade do produto quanto da própria escolha de uso ou não do colar.

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