Com medo de hospital, cega faz vaquinha para pagar parto domiciliar

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Sabrina e o marido querem ter parto domiciliar (Foto: arquivo pessoal)

Sabrina e o marido querem ter parto domiciliar (Foto: arquivo pessoal)

A bancária Sabrina Porto, 31, não recorda quem são os seus pais biológicos. Aos três anos, após passar seis meses internada por maus-tratos, acabou sendo adotada. Os primeiros anos de vida onde sofreu com espancamento e desnutrição deixaram sequelas graves na vida dela que acabou ficando completamente cega.

Mesmo sem poder enxergar, Sabrina não deixou de estudar e, pela internet, conheceu seu marido, que também tem deficiência visual por conta de um glaucoma congênito. O casal vive hoje em Curitiba, no Paraná, e estão esperando ansiosos a chegada de Kendra, que deve nascer na segunda quinzena de setembro.

Como tem medo de hospital, a gestante conta que sonha em ter um parto domiciliar. “Assistimos o filme O Renascimento do Parto e logo nos apaixonamos pela ideia. Lemos muitos artigos e entendemos que o ambiente onde me sinto mais segura é na minha casa para ter um parto tranquilo”, diz a bancária. Sabrina diz que tem ‘pavor’ de hospital pois após ser violentada acabou passando seis meses internada onde foi preciso, inclusive, fazer uma cirurgia para a reconstrução da bacia. A gestante diz que não sabe se os pais foram os agressores e que não tem informações sobre o paradeiro da família biológica.

“Outro fator que escolhemos o parto domiciliar é porque no hospital não vou poder ver o que vão fazer comigo e com a minha filha, por isso, optamos pelo nascimento em casa”, diz.

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Afastada do trabalho por ter desenvolvido síndrome do pânico durante a gestação, Sabrina diz que o marido está desempregado e que tem contato com a ajuda das pessoas para montar o enxoval da menina. Ela diz que como não tem recursos para arcar com a equipe de parto humanizado, resolveu criar com o marido uma ‘vaquinha virtual’ e uma rifa para conseguir R$ 5.000 para bancar as despesas.

Na rifa, conta a gestante, será sorteado um sling da Sampa Sling que foi doado pela marca, um ensaio fotográfico para quem for de Curitiba e ainda uma peça decorativa. Mais informações sobre a rifa clique aqui e para a vaquinha aqui.

A equipe é formada por obstetrizes e um pediatra e, no caso de precisar de uma remoção para o hospital, Sabrina planeja ir para um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde) justamente por ter o atendimento mais humanizado do que as maternidades que são cobertas pelo plano de saúde da família.

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2 Comentários

  1. Maria Rita de Paiva Souza em

    Sabrina, Sou Maria Rita de São Paulo, cega e tive um parto domiciliar agora em abril. Foi incrivél! Desejo tudo de bom no seu parto!

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