Como as avós podem ajudar a filha ou a nora recém-parida

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Avós precisam ajudar mais a cuidar da nova mãe do que trocar fraldas (Foto: Lela Beltrão)

Avós precisam ajudar mais a cuidar da nova mãe do que trocar fraldas (Foto: Lela Beltrão)

Assim que nasce um bebê as avós ficam babonas e normalmente querem ficar o tempo todo com o netinho nos braços. No entanto, essa vontade de ajudar, de estar junto, precisa de cautela. As avós precisam primeiro pensar que há ali uma mulher que acaba de se tornar mãe e que tenta aprender e conhecer sua cria.

Claro que a convivência com as avós é importante e que elas são bem-vindas, mas devem saber até onde podem ir com os conselhos e ajuda. As avós precisam tomar cuidado para não querer reviver no neto a sua própria maternidade. Muitas querem trocar fralda, dar banho e  incentivam a mãe a dar logo uma mamadeira para que possam fazer algo que só a mãe pode: alimentar aquele bebê.

Muitas mulheres reclamam que não têm privacidade dentro da própria casa, que querem poder cuidar do seu bebê só com o companheiro, da maneira que acham mais correta, enfim, querem seguir os próprios instintos.  

Com os turbilhões de hormônios, dúvidas, grilos que passam na cabeça da mulher no pós-parto é muito comum acontecerem rixas entre as avós e a nova mãe. Muitas sofrem caladas, enquanto outras falam o que pensam e acabam gerando brigas e situações constrangedoras com os familiares.

As brigas acabam sendo mais frequentes com as sogras pois é mais difícil ouvir o que elas têm a dizer. “Sinto que tudo o que ela fala é para criticar a minha maneira de cuidar da minha filha”, diz uma mãe, que pediu para não ser identificada. As avós maternas podem até fazer o mesmo comentário, mas quando é feito pela sogra é visto de outra forma. Afinal, mãe é mãe. A filha briga com ela, mas faz as pazes mais fácil enquanto com a sogra tende a ser tudo mais complexo.

Vale ressaltar que a mãe da puérpera normalmente está preocupada com a filha, a sua recuperação no pós-parto, ajudar a cuidar do seio rachado, lavar as calcinhas manchadas e os sutiãs com cheiro de leite. Infelizmente, a sogra normalmente está mais preocupada em cuidar do bebê do que olhar para aquela nova mãe como sendo uma filha dela que precisa de atenção e cuidados.

As avós podem e devem ajudar a nora ou a filha, mas desde que tenham sido solicitadas por ela. Algumas mulheres vão preferir ficar só com o companheiro no pós-parto enquanto outras vão querer mudar temporariamente para a casa da avó, enfim, cada uma vai encontrar a melhor maneira de sobreviver ao puerpério.

A experiência das avós é importante, mas o que acontece é que nem toda nova mãe quer seguir os conselhos e criar os filhos da forma como a sua mãe ou sua sogra criaram seus filhos. Ouça mais a nova mãe e dê palpites somente quando for solicitada e isso vale para qualquer pessoa que vá visitar uma mãe que está com um recém-nascido nos braços.

A dica mais preciosa para toda nova avó é: cuide da mãe e deixa que ela cuide do recém-nascido. Como?

Ajude a nova mãe a descansar, cuide dos afazeres domésticos caso ela não tenha alguém que faça, prepare uma refeição gostosa, lave a roupa, elogie, a incentive na amamentação, segure o bebê para que ela possa comer ou tomar um bom banho, enfim, cuide do bem estar dessa nova mãe pois para o bebê estar bem é preciso que ela esteja muito bem também. É esse tipo de ajuda que toda puérpera precisa.

9 Comentários

  1. Ótima matéria. Cansei de ler sobre gestação e puerperio perfeitos de comercial de margarina, quando estava vivendo um inferno de palpites e falta de apoio ao parto natural e amamentação. Novas mães, fiquem atentas ao puerperio REAL…

  2. Estou de acordo com o li…tenho experiência de sogra e pouco pidia opinar ,SÓ quando bebé crescido aí sim: fui cuidadora de 2 netas …cresceram muito ligadas aos avós, mas com divórcio ds pais,mãe não quer relação alguma connosco e ausenta-se para estrangeiro , (seu Pais) privand0 as criancas do vínculo das suas origens…com filha foi muito diferente : aliás todas as ajudas no prós e após parto foram bem recebidas tanto ds sogros e pais…ambos mesmo passados dois anos do nascimento…alternadamente fazemos viagens ao pais onde residem para dar ajuda quando solicitada …a minha opinião e experiência é sempre respeitar e esperar o pedido de ajuda…

  3. Vale comentar que nem toda relação mãe-filha é mais simples ou mais fácil.
    Às vezes, e justamente o contrário!
    O “mãe é mãe” não é instintivo ou natural…
    Às vezes ser mãe daquela recém-mãe é muito difícil e custoso.
    Agradeço o texto, compartilhado na fanpage do Ninho Materno, acredito que pode levar luz às muitas famílias.
    Um abs

  4. Aparecida Theophilo Brandão em

    Dicas preciosas.
    Minha nora foi muito autosuficiente…
    Ajudei quase nada .
    Fiquei mais tranquila ao perceber que não era necessária

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