Desfralde: criança dá sinais de qual é a hora de sair das fraldas

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(Foto: Bia Fotografia)

Desfralde deve ocorrer de forma natural (Foto: Bia Fotografia)

Os pais precisam controlar a ansiedade e não antecipar o desfralde dos filhos porque a “escola diz que é hora” ou porque a avó acha que o netinho já deve começar a usar a cuequinha que ela comprou. Os pais devem retirar as fraldas dos seus filhos somente quando eles começarem a dar sinais de que estão preparados para isso.

A pediatra Honorina de Almeida explica que a criança é um ser em desenvolvimento e que para saber a hora do desfralde é preciso olhar a criança. “O desfralde acontece em três etapas. Primeiro, a criança faz xixi e cocô e avisa, depois, vai avisar na hora que está fazendo e, na terceira etapa avisará um pouco antes de fazer”, explica.

A médica diz que nessa terceira etapa a criança começa a entender o processo e precisa de ajuda para aprender o tempo que tem até ir ao peniquinho, por exemplo. “Apesar de ser um processo fisiológico, o desfralde cria angústia nos pais. Pais angustiados deixam a cria angustiada também”, explica a médica conhecida como Nina, da Casa Curumim.

O desfralde acontece de forma natural para a grande maioria das crianças por volta dos três anos. Algumas crianças, no entanto, vão desfraldar antes e outras, um pouco depois. Não há regras. Assim como uma criança começa falar com um ano e outra leva mais tempo para formar uma frase, o mesmo acontece com o desfralde. Cada uma tem o seu tempo e, por esse motivo, que as escolinhas não podem pressionar os pais nem querer fazer o “desfralde coletivo”, onde tiram simultaneamente a fralda de vários alunos de uma vez.

Vale ressaltar que para desfraldar a criança precisa aprender a controlar os esfínqueteres, algo que acontece naturalmente quando ela está pronta.  Tirar as fraldas porque “chegou o verão e no calor é mais fácil” também não é a solução.

A fralda deve ser retirada quando a criança der alguns sinais, entre eles, ficar incomodada com a fralda, ficar tentando tirá-la, por exemplo, ou quando ela vai fazer cocô se esconde embaixo da mesa da sala pois não quer fazer suas necessidades na frente dos outros pois sente ‘vergonha’.

Quando a criança está realmente preparada o desfralde ocorre de forma rápida. Assim que começa, independente da idade da criança, os pais precisam estar cientes que vão ocorrer  ‘escapadas’ com frequência, ou seja, vai ter xixi no meio da cozinha e cocô na calcinha na hora da refeição.

O importante é os pais ou os cuidadores não repreendam e muito menos castiguem a criança pois nem sempre ela tem o controle. O mesmo vale para quando acontece o famoso xixi na cama. “Castigar, brigar e fazer o desfralde  de forma precoce só piora. Não tem que punir pois não depende da vontade da criança, mas de uma maturação. É um processo de aprendizado”, explica.

Muitas vezes, diz a médica, os escapes também ocorrem pois a criança não quer interromper uma atividade, uma brincadeira. “Nesses casos, os pais podem perguntar se ela não está com vontade de ir ao banheiro, por exemplo. Até que ela aprenda que pode interromper uma atividade para fazer xixi e que se não for ao banheiro ficará com a calcinha molhada”, diz.

Ao começar o desfralde, os pais podem optar tanto  pelos peniquinhos como pelos  redutores de privada para que a criança fique mais confortável e tranquila para fazer suas necessidades. As capas protetoras de colchão também são grandes aliadas para o desfralde noturno.

DESFRALDE À NOITE

Já o desfralde noturno pode demorar um pouco mais para acontecer. Enquanto algumas crianças desfraldam quase simultaneamente de dia e de noite, a grande maioria leva mais tempo para deixar as fraldas na hora de dormir.

Os pediatras recomendam que a criança consuma pouco líquido à noite e, assim como tem a rotina para escovar os dentes, deve fazer xixi toda vez antes de dormir. A tendência é que as fraldas amanheçam secas com o passar do tempo e os pais possam dispensar o uso delas.

A pediatra da Casa Curumim diz que não há necessidade de acordar a criança e levá-la de madrugada ao banheiro. “Isso só gera um desgaste para a criança e os pais. O melhor é esperar e reduzir a ingestão de líquidos,” diz.

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