Entenda o que é pré-eclâmpsia e quando a cesárea é realmente indicada

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Mulher pode ter parto normal mesmo com pré-eclâmpsia (Foto: Coletivo Buriti por Bia Takata)

A pré-eclâmpsia é algo que sempre gera pavor entre as gestantes e normalmente acaba sendo a justificativa apresentada para levar a paciente para uma cesárea. A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva que acontece na gravidez que precisa ser monitorada, mas não é todos os casos que é necessária a cirurgia.

A médica obstetra Nathalia Gaiani Soares de Almeida, da clínica Commadre, explica que a pré-eclâmpsia antecede um quadro grave chamado eclâmpsia que é ocasionada pelo descontrole pressórico, que pode levar a convulsão e acarretar morte materna e fetal. A médica diz que no Brasil pode chegar a até 10% das gestações.

Ela explica que a gestante com pré-eclâmpsia pode – e deve – ter um parto normal se a pressão está estabilizada e os exames de rotina estão normais. “A avaliação vai mostrar se há sinais de iminência de eclâmpsia. Se tudo estiver dentro dos padrões, o ideal é o parto normal por ser esse o mais saudável para ela, para o bebê e para a recuperação no pós-parto”, explica a médica.

Nathalia diz ainda que se há algum risco para a vida da mãe e do feto há necessidade da via de parto ser mais rápida. “Pode ser via parto normal se a mãe estiver com dilatação total ou, se ela estiver no início do trabalho de parto, a indicação é a cesárea”, explica.

A obstetra comenta que em alguns casos mais graves, mesmo que a mulher não esteja em início de trabalho de parto, há indicação precisa de cesariana. “Isso somente o exame clínico e alterações de exames de sangue e de pressão é que podem definir a via de parto”, comenta.

A doença pode acontecer por conta de vários fatores de risco, entre eles, extremos da idade materna, síndrome hipertensiva em gestação anterior, hipertensão crônica ou doença renal, doença reumatológica, baixo peso ao nascer da mãe, obesidade e resistência à insulina, infecções maternas, trombofilias preexistentes, tabagismo, entre outros. “A recomendação é que a gestante não ganhe muito peso durante a gestação, tenha uma alimentação equilibrada, pare de fumar e, se possível, evite engravidar nos extremos de idade”, orienta a médica.

Ela diz que a mulher deve ter hábitos saudáveis durante a gestação, consumir bastante água e praticar  atividade física durante toda a gestação e, consequentemente,  evitar ganho de peso excessivo. “Além disso, o acompanhamento pré-natal é de fundamental importância para o diagnóstico precoce de qualquer alteração pressórica na gestante. Vale destacar que se a mulher tem um fator genético de predisposição, evitar a doença é difícil, porém, mantê-la controlada é super possível”, explica.

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