Gestantes recorrem à acupuntura para induzir o parto e aliviar dores

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Thais atende gestante durante trabalho de parto (Foto: Coletivo Buriti por Bia Takata)

Thais atende gestante durante trabalho de parto (Foto: Coletivo Buriti por Bia Takata)

A reta final da gravidez é um momento cansativo e cheio de expectativas e ansiedades. Ao chegar na 40ª semana, por exemplo, muitas gestantes são orientadas pelos seus médicos a induzir o parto.  Uma possibilidade é recorrer a meios naturais, como a acupuntura, que  é uma grande aliada  nessa hora.

A acupunturista e doula, Thais Escudeiro, explica que começa normalmente o trabalho de indução após a mulher completar 38 semanas de gestação pois o bebê já está formado e, em muitos casos, preparado para nascer. “Quando uma gestante chega ao consultório para a indução do trabalho de parto, reforço que a técnica funciona positivamente quando o bebê está preparado para nascer. Assim, se ele precisa de mais tempo para concluir o processo de formação, a técnica não funcionará imediatamente mas, ainda assim, será facilitadora durante o trabalho de parto”, diz Thais, da clínica Iluminar.

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A maioria (90% dos casos de gestantes) que procuram atendimento é para a  indução do parto. “Algumas me procuram como última alternativa, antes de cair numa cesárea agendada, pois o médico não espera mais que 40 semanas”, afirma. Ela diz que a técnica de indução é feita antes (com 37 semanas) somente quando há orientação médica por conta, por exemplo, de pressão alta ou diabetes gestacional.  

Thais comenta que até 40 semanas são feitas sessões semanais e, após esse período, é feita com mais frequência com intervalo de pelo menos 48 horas. Ela explica, no entanto, que cada caso é avaliado individualmente de acordo com o histórico do paciente.

Acupuntura ajuda a gestante também durante o trabalho de parto (Foto: Coletivo Buriti por Bia Takata)

Acupuntura ajuda a gestante também durante o parto (Foto: Coletivo Buriti por Bia Takata)

DURANTE O TRABALHO DE PARTO

A acupunturista muitas vezes é acionada pela equipe da gestante durante o trabalho de parto para que seja feita uma sessão. “Durante o trabalho de parto sou chamada por pacientes com pródromos por um período prolongado, contrações não ritmadas, cansaço extremo, dores muito fortes, entre outros motivos como má posicionamento fetal, relaxamento de períneo e problemas de dilatação ou afinamento do colo”, diz Thais.

“Nos últimos meses a procura por uma doula acupunturista vem aumentando. A mulher quer garantir que o seu trabalho de parto aconteça tranquilamente e que técnicas naturais sejam utilizadas no auxílio da sua evolução”, relata.

Thais explica que a acupuntura pode ser feita durante a gestação e não somente para a indução do parto e que o resultado durante o parto tende a se mais satisfatório se a mulher já fazia acupuntura na gestação. “Muitas vezes o médico não indica a acupuntura por receio de que a mulher entre em trabalho de parto prematuro, mas se a técnica é utilizada por um profissional qualificado e especializado em gestantes, os benefícios são altíssimos e os riscos quase nulos.”

A acupunturista explica que na gestação a acupuntura  auxilia no tratamento de incômodos como enjoo, náuseas, dores de cabeça, dores nas costas, aumento excessivo de peso, diabetes gestacional, pressão alta e outros sintomas característicos de cada fase de desenvolvimento do bebê.

Ela diz que o  ideal é que a gestante inicie a preparação de todo o assoalho pélvico com pelo menos 36 semanas. “Para isso usamos os pontos voltados para a preparação do bebê e do útero. A gestante que iniciou a acupuntura com 36 semanas tende a evoluir rapidamente quando entra em trabalho de parto, uma vez que o organismo já está preparado para o nascimento”, relata.

AMAMENTAÇÃO E BEBÊS

Após o parto, a acupuntura também pode ser usada para ajudar na amamentação e nos desconfortos dos bebês. No primeiro caso, a técnica pode ser utilizada para relaxar a mãe em um período que muitas ficam tensas por não dormir e por ter toda a responsabilidade com o bebê. “A acupuntura também ajuda na tonificação de seus sistema energético nutricional , usando a técnica na produção do leite”, comenta.

Já no caso dos recém-nascidos, Thais diz que as sessões podem ajudar a aliviar as cólicas e amenizar outros incômodos. “A técnica pode ser usada para casos de prisão de ventre, congestionamento nasal ou qualquer tipo de desconforto que o bebê venha a apresentar”, diz.

A sessão pode ser realizada sem agulhas ou com agulhas pequenas. “Algumas mães ficam receosas de furar o bebê, neste caso utilizo um aparelho que pressiona, chamado acupressão, ou apenas os dedos. A efetividade do tratamento é a mesma se a técnica é com ou sem agulhas”, explica.

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