Hospitais de SP suspendem cadastro de novas doulas

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A doula Thais com gestante em parto domiciliar (Foto: Paulina Riquelme)

A doula Thais com gestante em parto domiciliar (Foto: Paulina Riquelme)

Os hospitais Santa Joana e Pró-Matre suspenderam recentemente o cadastro de novas doulas nas instituições. De acordo com a direção das maternidades, isso ocorre para a atualização cadastral das 160 profissionais que já podem trabalhar na instituição.

A doula Thais Olardi conta que desde julho tenta fazer seu cadastro nas duas maternidades. “Já tive que dispensar três gestantes por não poder atender lá. Uma delas chegou a falar na direção para conseguir liberar meu cadastro, mas não tivemos sucesso”, lamenta a doula. Ela comenta que impedir as doulas de fazerem o cadastro, prejudica as gestantes que muitas vezes não podem ter ao seu lado a doula que desejam na hora de parir.

A presidente da Adosp (Associação das Doulas de São Paulo), Daniela Andretto, diz que os hospitais deveriam manter o cadastro de novas doulas mesmo durante o recadastramento de quem já trabalha na instituições. “Assim muitas mulheres não perderiam a oportunidade de terem suas doulas acompanhando-as. Com essa restrição, isso pode pesar na escolha do hospital que querem ter seu bebê”, avalia.

Para Daniela, o recadastramento é uma forma de aumentar a segurança e o conhecimento à respeito das doulas cadastradas e às mulheres que acompanham, além de deixar mais prática a entrada das doulas para os próximos partos depois do novo cadastro concluído.

Até o início do ano ambas as maternidades não permitiam a entrada de doulas que não eram da área da saúde. O Mães de Peito revelou que, em fevereiro, o hospital abriu o cadastro para todas as doulas, que era uma reivindicação antiga da categoria. Leia mais clicando aqui.

Procurada pelo reportagem, a assessoria de imprensa das duas maternidades diz que apoiam a presença das doulas ambiente hospitalar. “O credenciamento de novos profissionais foi temporariamente pausado para realização de atualização cadastral, seguindo as recomendações determinadas pelo selo de acreditação hospitalar da Joint Commission International (JCI)”.  A nota diz ainda que a medida tem o objetivo de garantir a segurança das pacientes e dos profissionais que atuam na instituição. A previsão é que essa atualização esteja finalizada até novembro deste ano.

2 Comentários

  1. Ana Cristina Duarte em

    Mais do mesmo. Tudo o que reflete em diminuir taxas de cesarianas e aumentar partos normais será sempre tratado dessa forma. Cesariana eletiva é onde está o lucro dos hospitais. Parto normal ocupa sala muito tempo, ocupa enfermagem, não é “padronizado”, não dá para colocar na esteira da linha de montagem. Ainda temos um longo caminho pela frente para que as mulheres possam ter direito a um parto digno.

  2. Nem me fale de Santa Joana !!! Vou ter meu bebe lá manhã a força com 40 semanas, meu colo do útero não abriu e os médicos não querem esperar o bebe resolver nascer sozinho, to super triste em um momento que deveria estar feliz …. Nem minha família me apoia na decisão de esperar um pouco mais, como eu estou triste, meu primeiro parto foi cesárea (pois houveram justificativas, então foi aceitável, sem ele meu filho e eu estaríamos mortos), mas essa gestação foi tão calma e tão sublime, que é um pecado estragar no fim com uma cesárea, e sinto que esse parto foi roubado de mim…

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