Livre demanda: o que é e como fazer

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Mãe amamenta bebê em livre demanda (Foto: Bia Takata)

Mãe amamenta bebê em livre demanda (Foto: Bia Takata Fotografia)

A livre demanda (amamentar sempre que o bebê quer) tem inúmeras vantagens e permite que mãe e bebê tenham mais sucesso na amamentação já que os bicos artificiais, como mamadeira e chupeta, não são usados.

A mãe que amamenta em livre demanda normalmente oferece o peito assim que o bebê apresenta o primeiro indício de que quer mamar. Antes de chorar, o bebê já mostra que está com fome, como quando faz movimentos virando a boquinha para o lado, chupa os punhos ou as mãozinhas, enfim, são alguns sinais que os recém-nascidos, por exemplo, apresentam. A mãe pode nessa hora já oferecer o peito mesmo se ele não estiver com fome e for mamar apenas um pouco e pegar no sono novamente.

“A sucção não-nutritiva é importante para a livre demanda. Satisfazer essa necessidade com a chupeta é impedir que o bebê faça a livre demanda da mesma forma que o uso de mamadeiras, que costuma ter sua oferta regulada”, explica Cristina Bertoni Machado, consultora de amamentação e blogueira do Plantão Materno.

A livre demanda é um mecanismo muito importante de autorregulação. “O bebê aprende a se saciar e ajuda no controle da produção de leite materno, afinal, quanto mais o bebê mama, mais leite é produzido”,  relata. Principalmente nos primeiros meses de vida que o bebê está aprendendo a mamar, é importante fazer a livre demanda justamente para que a produção de leite materno seja mantida e para que não ocorra a temida confusão de bicos.

Em alguns casos, comenta, é preciso estipular horários para as mamadas, como por exemplo, bebês com baixo ganho de peso ou bebês que dormem muitas horas seguidas. “Nestes casos, não dá pra deixar em livre demanda, pelo menos no início da amamentação, pois a tendência é dormirem muito e mamarem pouco, sendo recomendado acordá-los em intervalos mais ou menos regulares. Mas, no caso de bebês saudáveis, com bom ganho de peso, ativos, a amamentação em livre demanda só traz benefícios”, afirma.

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LIVRE DEMANDA E ALIMENTAÇÃO

Apesar da introdução alimentar começar aos seis meses de vida, é natural que o bebê não coma logo de cara, afinal, ainda está aprendendo os sabores e as texturas de outros alimentos. No entanto, não há motivo para preocupação em seguir com a livre demanda já que o leite materno é o principal alimento do bebê até ele completar um ano.

“As mães podem e devem oferecer o peito em livre demanda mesmo após o bebê começar a introdução alimentar”, comenta. É sempre importante que o bebê tenha acompanhamento de um pediatra pró-aleitamento e a tendência é que, com o passar do tempo, a criança passe a mamar menos vezes.

“É preciso avaliar cada família individualmente. Algumas não se sentirão à vontade de ter bebês maiores de 12 meses que preferem mamar a comer, e nestes casos, regular a demanda pode sim ser uma estratégia para que o bebê, em seu segundo – ou terceiro –  ano de vida, coma melhor. A gente precisa lembrar que comer também tem uma função social, portanto, é bacana ter uma criança que acompanhe nas refeições”, orienta.

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