Mãe entra em trabalho de parto durante arte gestacional e tem bebê no carro

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Gabriela com o filho Lucas no carro ao lado da filha e da doula (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

Gabriela com o filho Lucas no carro ao lado da filha e da doula (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

A segunda gestação parece que voa e você nem sempre consegue fazer aquelas fotos de mês a mês mostrando a evolução da barriga, enfim, tudo acaba sendo mais corrido pois há outro bebê para cuidar. Não foi diferente com a administradora Gabriela Blazzi Parisi, 30. Mãe de Alice, 2, ela conta que na gravidez do segundo filho Lucas, não tinha sequer uma foto do barrigão.

Com 37 semanas e cinco dias de gestação, ela decidiu fazer uma arte gestacional acompanhada de uma sessão fotográfica enquanto tinha a barriga pintada. Não esperava, no entanto, entrar em trabalho de parto justamente neste momento. “O fim da gestação foi corrido, estava mudando de casa, trabalhando muito. Quis registrar um pouco desta gestação, mas no fim da pintura comecei a sentir contrações bem doloridas. Como eram muito doloridas, comecei a cronometrar e já vinham de dois em dois minutos”, relata Gabriela.

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Ela conta que a artista plástica Itaiana Battoni encerrou a pintura o quanto antes e em seguida ela e o marido foram  fazer a mala da maternidade, que ainda não estava pronta. “Ia fazer a mala naquela semana pois ia entrar de licença maternidade com 38 semanas, mas o Lucas resolveu ser mais apressadinho. A sorte que tinha terminado de montar na véspera o quartinho dele.” Itaiana conta que foi a primeira vez que a gestante entrou em trabalho de parto enquanto ela pintava a barriga. “Perguntei várias vezes se ela queria parar, mas ela preferiu que eu terminasse a pintura. Foi tudo muito rápido e a pintura mais especial porque o bebê não esperou a pintura terminar. Foi muito gostoso”, conta a artista, que também é doula. Não deu tempo de tirar a pintura e Gabriela foi para o hospital com o barrigão pintado. 

Gabriela diz que o plano era ter um segundo parto humanizado hospitalar, mas não deu tempo. Como a família mora em Araraquara e o hospital é em São Carlos – cerca de 30 km de distância – Lucas nasceu no banco de trás do carro, ao lado da cadeirinha da irmã e foi amparado pela doula Cristiane Tarcinalli Moretto Raquieli. “Entre a primeira contração e o nascimento do Lucas foram cerca de 1h40, no máximo 2h. Não tive qualquer sinal antes de que estava em trabalho de parto, foi tudo muito rápido”. Gabriela diz que o plano inicial era deixar a filha mais velha com o irmão dela, mas ele estava viajando, então, ela foi junto com a família para a maternidade.

Gabriela durante trabalho de parto com a barriga pintada (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

Gabriela durante trabalho de parto (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

Gabriela lembra que o marido dirigia calmamente enquanto ela, Alice, e a doula estavam no banco de trás. “Não tinha contratado fotógrafa para o parto, mas a Janaína, que estava fazendo a sessão de fotos em casa da pintura da barriga foi junto com a gente e foi ótimo”, conta. 

As contrações ficavam cada vez mais intensas no caminho ao hospital e Gabriela percebeu que não daria tempo quando sentiu as dores do expulsivo. “No caminho, quando fazia mais ou menos 10 minutos que estávamos na estrada, comecei a sentir contrações do expulsivo. Avisei o marido que estava nascendo, mas como estava um movimento intenso na estrada, ele preferiu não parar e o Lucas nasceu em trânsito. Foi ótimo que meu marido manteve a calma o tempo todo”, conta sobre o parto que aconteceu em 12 de fevereiro.

A doula Cristiane conta que esse foi o terceiro bebê que amparou dentro de um carro. “Brinco que sou doula de parto automobilístico. A Gabi pariu lindamente pois estava tranquila e logo que a vi imaginei que não daria tempo de chegar ao hospital. Consegui ver cada movimento dele, o giro, o desprendimento dos ombros, desfiz a circular de cordão e coloquei ele no colo da mãe. Deixamos a natureza fazer o seu trabalho e foi lindo!”, conta a doula, que também já tinha acompanhado o primeiro parto da Gabriela.

Gabriela conta que parir no carro não foi nada planejado, mas foi algo indescritível. “Por incrível que pareça, estava uma paz gostosa naquele carro. Sentia que Deus estava presente com um por do sol lindo, Lucas nasceu escorregando”, relata. Mesmo recém-parida, Gabriela diz que já sente falta de parir de novo. “Foi tão especial, tão bom que fico pensando que não posso deixar de passar por isso novamente”, brinca.

Família reunida no hospital logo após o parto (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

Família reunida no hospital logo após o parto (Foto: Janaína Nogueira Fotografia)

 

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1 comentário

  1. Eu tinha visto somente as fotos no Facebook e não tinha entendido o que havia acontecido com essa gestante. Adorei entender a história por trás das lindas fotos que vi. Meu segundo parto foi no mesmo tempo de gestação que o dela. Foi rápido, mas não tanto quanto o dela. Eu tive 4h de dor (percebi alguns sinais antes da dor, mas não quis acreditar que era TP). Minha bebê nasceu no pronto atendimento do hospital que ficava bem perto da minha casa (na sala de emergência). O trabalho de parto dela foi à jato, realmente!!! também fiquei com a mesma sensação que ela descreveu: “foi tão bom que não posso deixar de passar por isso novamente”. Parir vicia!!

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