Maternidade de Campinas faz gestante escolher entre doula e acompanhante

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Doula Raquel Oliva dá abraça mãe na recepção da maternidade (Foto: Mariana Corsi)

Doula Raquel Oliva  abraça mãe na recepção da maternidade (Foto: Mariana Corsi)

A Maternidade de Campinas, no interior de SP,  criou uma nova regra para a entrada de doulas dentro da unidade de saúde. A partir de agora, a gestante poderá entrar com apenas um acompanhante, ou seja, a parturiente poderá ter ao seu lado ou o pai da criança ou a doula.

A mudança começou a valer nesta quarta-feira (06/12). Vale ressaltar que as doulas são mulheres com experiência em maternidade que dão assistência emocional às grávidas antes, durante e após o nascimento do bebê. Já o pai está lá para presenciar o nascimento do filho, ou seja, são papéis distintos. “Gosto da frase que diz que a doula entende de parto e o marido da parturiente. São funções bem diferentes. A doula tem experiência em parto e está lá, inclusive, para tranquilizar e passar informações para esse pai”, explica a doula Raquel Oliva, que já atendeu diversos partos na unidade de saúde.

A maternidade, que atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e de forma privada, não permite a entrada de qualquer doula. Segundo doulas da região, foi aberto um cadastro onde poucas profissionais conseguiram ingressar. Com isso, a gestante tem que escolher entre as 14 cadastradas que têm seus nomes e telefones disponíveis no site da entidade. “Infelizmente, não entendem o papel da doula e que a doula deve ser da escolha da mulher”, opina a doula Raquel Oliva, da Comparto.

OUTRO LADO

A Maternidade de Campinas, por meio de uma nota, informou que segue rigorosamente a lei  11.108, de  2005, que “garante a presença de UM acompanhamento na hora do parto e que a parturiente tem todo o direito de escolher qual a pessoa que deverá acompanhá-la”, diz a nota.

Segundo a maternidade, um dos fatores limitantes para que não seja permitida a presença de mais de um acompanhante por paciente é espaço físico dos quartos coletivos, das salas de preparação para o parto e do centro cirúrgico. “No caso das internações particulares pode haver até, no máximo, dois acompanhantes por paciente e, mesmo assim, apenas nos apartamentos”, ressalta.

A maternidade diz ainda que, além do espaço físico limitado, ‘a grande preocupação é com a segurança da mãe e do bebê, seja no intuito de reduzir os riscos de infecções ou de se evitar atuações equivocadas de quaisquer pessoas estranhas à equipe médica e clínica que acompanha a paciente no momento do parto e a quem cabe total responsabilidade por todo e qualquer procedimentos”.

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