Maternidades públicas da capital de SP reduzem episiotomia de 40% para 14%

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Com mais atendimento humanizado, rede municipal reduz episiotomias (Foto: Carolina Zia Fotografia)

Com mais atendimento humanizado no parto, rede municipal reduz episiotomias (Foto: Carolina Zia Fotografia)

As maternidades públicas da capital conseguiram reduzir o número de episiotomia (corte feito entre a região da vagina e do ânus durante o parto normal) nos últimos anos, principalmente, em primíparas (mulheres na primeira gestação). De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, em 2013, 40% das mães de primeira viagem recebiam o corte e, em 2016, esse número caiu para 14%.Em números gerais, as episiotomias também reduziram de 14% em 2014 para 8% em 2016.

O secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, diz que durante sua formação como médico os professores ensinavam que a episiotomia era obrigatória nos partos, principalmente, em primíparas. No entanto, como o passar dos anos as evidências científicas mostraram que não há necessidade de fazer esse corte e que ele pode trazer vários problemas para a vida sexual da mulher e, inclusive, provocar danos como incontinência urinária e até fecal. A episiotomia configura, inclusive, violência obstétrica. Saiba mais o que é violência obstétrica.

Padilha diz que essa redução de episiotomias ocorre, principalmente, por conta da presença cada vez mais constante de obstetrizes e enfermeiras obstetras no atendimento às parturientes. “Atualmente 72% dos partos normais na rede pública são atendidos por enfermeiros obstetras e obstetrizes, no início da gestão Haddad eram 60%. A ideia é aumentar ainda mais esses números com a presença das doulas na maternidade”, afirma o secretário que se refere a lei recém-aprovada que libera a entrada das doulas nas maternidades públicas. Leia mais sobre a lei clicando aqui.

Por conta do atendimento mais humanizado oferecido pela rede municipal, Padilha diz que houve uma inversão no número de atendimentos em relação à rede estadual. “Em 2011, 43 mil nascimentos aconteciam em hospitais estaduais e 38 mil na prefeitura. Em 2015, esse cenário inverteu e foram 43 mil no município e 39 mil no Estado”, afirma.

Outro balanço que Padilha fez do atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde) na capital foi a presença cada vez mais constante dos acompanhanetes no parto atendendo a lei federal 11.108. Segundo o secretário, 99% das parturientes tiveram um acompanhante de sua escolha durante o parto nas maternidades públicas de São Paulo em 2016.

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