Não dê nada para comer ao seu filho que faça propaganda na TV

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(Foto: Gabi Trevisan - Foto Natural)

Crianças devem receber ofertas de frutas, verduras e legumes (Foto: Gabi Trevisan – Foto Natural)

Muitos pais têm a preocupação de oferecer comidas saudáveis para os filhos no início da vida. No entanto, esses costumes vão se desfazendo ao longo dos anos e a criança passa a comer mal, assim como os pais. Independente se a criança vai comer ou não, é  importante ela ver os pais comendo junto e , é claro,  a mesma comida que ela. Sim, as crianças vão torcer o nariz para o brócolis e cuspir a cenoura colocada no prato, mas isso faz parte. 

O pediatra catalão Carlos González diz que tudo que vem em saquinhos plásticos não deve fazer parte da alimentação de uma criança nem de um adulto. “Em geral, uma boa regra antes de consumir qualquer alimento é ver se há propaganda dele na TV. Se tiver, não é comida, é lixo”, orienta o médico, autor do livro Meu Filho Não Come!, que será lançado em novembro no Brasil. O pediatra, que também escreveu os livros Bésame Mucho – Como criar seus filhos com amor – e o Manual Prático de Aleitamento Materno, fará duas palestras em São Paulo no próximo mês. Saiba mais como se inscrever clicando aqui.

O médico diz que o ideal é sempre oferecer arroz, feijão, legumes, carne e alguma fruta de sobremesa. Mas, comenta o médico, o mais importante é não oferecer refrigerantes e evitar os sucos de fruta. “A única bebida saudável é a água ou a fruta in natura. Não o suco”, diz.

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NÃO FORCE SEU FILHO A COMER

A hora das refeições para muitos pais acaba sendo um momento de ‘estresse’. A criança joga a comida, cospe, chora para fazer a refeição e os pais acabam ficando nervosos e preocupados pois o filho não come. Segundo González o pior erro que os pais cometem é tentar forçar a criança a comer.  “É desnecessário, inútil e, especialmente, é indigno. Gritos, punições, promessas, prêmios ou entretenimento como colocar a criança para comer na frente da TV também são técnicas erradas que os cuidadores usam”, resume.

Capa do livro que será lançado (Foto: reprodução)

Capa do livro que será lançado

Para o pediatra, uma criança come bem quando são oferecidos alimentos saudáveis para ela. “Aí os pais deixam ela comer o que ela quiser”, orienta. O médico ressalta que não adianta os pais se preocuparem com alimentos saudáveis somente no primeiro ou até o segundo ano de vida do bebê e depois mandar na lancheira da escola salgadinho de pacote e suco artificial. Ou seja, não adianta ter uma alimentação saudável no primeiro ano de vida e pelos próximos 30, 40, 50 anos só comer coca-cola, biscoitos recheados e batata frita.  “O importante é comer saudável, talvez não perfeito, mas aceitavelmente saudável ao longo de toda a vida”.

Ele comenta que durante anos ensinou os pais a preparar a refeição do bebê separada do restante da família, sem sal.  “Percebi que esse conselho era errado. A única razão para recomendar não por sal é para criar bons hábitos para o futuro, mas temos falhado. Depois de décadas recomendando comida saudável para bebê,  os jovens e os adultos comem cada vez pior”, comenta.

González conta que mudou a orientação que dá aos pais dos pacientes. Agora eu digo coloca um pouco de sal e o bebê come o mesmo. Se aos três anos pretende dar um salgadinho no lanche e um refrigerante, pode começar aos seis meses. É isso que quero que os pais entendam”, ressalta o médico justamente com a intenção de chocar os pais sobre o assunto.

O pediatra diz que o importante é que os pais comecem a comer saudável a cada dia e sempre para o filho seguir o mesmo caminho. “Os pais não devem se perguntar ‘isso é saudável para o meu bebê?’, mas sim ‘se não é saudável para o meu bebê, por que estou comendo?’”, orienta o especialista.

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