O que é violência obstétrica; saiba se você foi vítima

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Mulher submetida a episiotomia durante o parto (Foto: Carla Raiter - Projeto 1:4)

Mulher submetida a episiotomia durante o parto (Foto: Carla Raiter – Projeto 1 em 4)

Muitas mulheres relatam que tiveram experiências ruins no momento que deveria ser o mais feliz de suas vidas, ou seja, o nascimento de seus filhos. Não importa se o parto foi normal ou cesárea há relatos de parturientes que foram constrangidas, humilhadas e que foram submetidas a procedimentos sem o seu conhecimento ou autorização.

Os efeitos da chamada violência obstétrica são sérios e podem causar depressão, dificuldade para cuidar do recém-nascido e também problemas na sexualidade desta mulher. Cada vez o termo têm sido mais conhecido e divulgado, mas se reconhecer como vítima é um processo difícil para essas mães que, sem informação, se conformam com o que aconteceu pois têm em mente que “o médico sabe o que faz”.

De acordo com a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. O número, no entanto, pode estar subestimado pois muitas gestantes não sabem que foram vítimas.

Os tipos mais comuns de violência, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência. O Ministério Público Federal recebe denúncias e abriu um inquérito civil público para apurar esses casos.

O  Mães de Peito elencou alguns itens que configuram violência obstétrica. Confira:

ACOMPANHANTE
Toda mulher tem direito a um acompanhante a sua escolha desde o momento que entra em um hospital para dar à luz até a hora da sua alta. O acompanhante é alguma pessoa da sua escolha, ou seja, pode ser o pai da criança, a avó ou qualquer outro familiar ou amigo. Vale ressaltar que existe a lei federal 11.108/2005 que dá esse direito para toda parturiente.  A doula não é acompanhante. Leia mais aqui.

VIOLÊNCIA EMOCIONAL 
“Para de gritar. Na hora de fazer você não gritou”,  “para de gritar senão seu bebê vai nascer surdo”, “faz força. Você quer matar seu bebê?” são alguns exemplos de frases ouvidas pelas parturientes  durante o trabalho de parto.

EPISIOTOMIA
Corte feito entre o ânus e a vagina supostamente para facilitar a saída do bebê . Apesar de a OMS (Organização Mundial da Saúde) determinar critérios e cautela para a adoção do procedimento, médicos fazem a prática de maneira rotineira podendo trazer graves consequências para a vida da parturiente. Estima-se que entre 80% a 90% das brasileiras são cortadas durante o parto normal.

OCITOCINA SINTÉTICA
A ocitocina sintética é usada muitas vezes de forma indiscriminatória e é chamado de ‘sorinho’ e é dado para ‘acelerar’ o trabalho de parto. O problema é que a mulher sente mais dor acarretando outras intervenções em efeito cascata, como anestesia, sofrimento fetal até desencadear em uma cesárea que poderia ter sido evitada se não fosse dado o hormônio artificial.

MANOBRA DE KRISTELLER
A manobra é feita tanto na cesárea como no parto normal e não é recomendada. Um profissional deita em cima da parturiente e pressiona a parte superior do útero para agilizar a saída do bebê.  A  técnica pode causar lesões graves para a mãe, como fratura de costelas e descolamento da placenta. Já os bebês podem sofrer traumas encefálicos com o procedimento. De acordo com a pesquisa “Nascer no Brasil”, da Fiocruz, 37% das mulheres tiveram ou o  médico ou o auxiliar de enfermagem pressionando a sua barriga durante o parto.

TRICOTOMIA E ENEMA
A tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) e o enema (lavagem intestinal) são procedimentos que não devem ser adotados rotineiramente pois são desnecessários.

EXAME DE TOQUE
O exame de toque é um procedimento doloroso e incômodo, principalmente, para uma mulher em trabalho de parto. Esse exame não deve ser feito toda hora – há médicos que fazem com frequências nas últimas consultas do pré-natal –  pois aumenta os riscos de infecção. O exame deve ser feito de forma criteriosa e sempre com o consentimento da gestante.

ALIMENTAÇÃO
A mulher em trabalho de parto deve ter a possibilidade de comer e ingerir líquidos se essa for a sua vontade. Muitas parturientes passam horas em trabalho de parto em jejum. Elas podem – e devem – comer comidas leves e beber bastante líquido. Chocolate e mel, por exemplo, são recomendados também para dar energia à parturiente.

CESÁREA SEM REAL INDICAÇÃO
Também é considerada violência obstétrica agendar uma cesárea sem a real necessidade. No Brasil, país líder em nascimentos por meio da cirurgia, as parturientes são iludidas por falsas indicações de cesárea, como falta de dilatação, circular de cordão e falta de líquido amniótico.

Marca de cesárea sem real indicação (Foto: Carla Raiter)

Marca de cesárea sem real indicação (Foto: Carla Raiter – Projeto 1 em 4)

POSIÇÃO PARA PARIR
A mulher deve ter liberdade para se movimentar durante o trabalho de parto e não ficar em posição de litotomia (deitada em posição ginecológica). Além das dores serem mais intensas nesta posição, pode provocar uma laceração maior no períneo da paciente. A parturiente deve poder escolher se quer ficar de cócoras, agachada, de quatro, enfim, achar a posição que ela sinta mais confortável para parir.

ANALGESIA
Toda parturiente deve ter direito a solicitar uma analgesia para aliviar as dores das contrações. A interferência do anestesista tem que ser mínima para que a mulher continue a se mexer durante o trabalho de parto, ou seja, a gestante consegue andar, agachar e, é claro, sentir as contrações.

CONTATO PELE A PELE E AMAMENTAÇÃO
Assim que o bebê nasce, independente da via de parto, deve ser levado aos braços da mãe e colocado para mamar. Normalmente o bebê é só mostrado para a mãe e levado para o berçário onde passa horas afastado dela.

FALTA DE ATENDIMENTO NO ABORTAMENTO
A mulher que sofreu um aborto, independente dele ter sido provocado ou espontâneo, deve ter atendimento médico adequado, sem qualquer tipo de julgamento ou comentários preconceituosos

22 Comentários

  1. Por causa da má informação, dos abusos médicos e de profissionais que se instituam parteiros etc … Nunca teremos a confiança que aquele profissional é de fato um bom profissional. Porque a grande maioria deles são ensinados a agirem assim é mal sabem os males que estão causando a mulher. Infelizmente vivemos num país onde a cultura do parto é distorcida pela ganância.

  2. Olá meu nome é Sandra tive um parto normal ..mãos que relato que foi anormal…eles chegarão a colocar o comprimido na minha vagina com o relato de que ajuda na declaração..eu não deixei eles me darem o soro.. senti muitas dores mais muitas mesmo..quem fez meu parto foi uma enfermeira obstetra.eu estava sentava na maca com os joelhos em direção ao meu abdomem..Mais quando minha bebê coroou e a cabeça e lá já tinha saído ..ela mandou descer a maçã com o corpinho da minh bebê ainda dentro de mim .bom fora outras imprudências de que foi me dar os pontos..sendo por um estagiário homem.bao é nem preconceito é prq a mulher conhece melhor os detalhes do corpo feminino e sendo assim no outro dia no meu 1 banho notei que havia pontos no chão quem né vi achava que eu havia tido um parto cesária pelas consequências de pós parto eu fiquem muito inchada e meus pés enormes sinto dores internas as até hj mas nha bebê já com 6 meses e outros mais.como não deixarão meu esposo ficar comido dizendo ser proibi a presença de homens na sala pré parto conclusão fiquei em trabalho de parto por 9 horas sem ninguém comigo .fora que né largarao sozinha com dores e mais dores só vinherao quando gritei que estava nascendo sendo assim minha bebê já coroada.neglingencia total

  3. Minha GO, me induziu a fazer cesárea, eu queria muito ter tentado parto normal, mas ela me disse que o meu filho iria sofrer muito, e que seria perigoso pra ele, sendo assim marquei a cesárea. No dia do parto, nao me foi permitido ter acompanhante, meu marido queria muito assistir o parto, mas a GO disse que o hospital não permitia. No momento do parto, so me mostraram o meu filho e já o levaram, não me deixaram encostar nele, já que eu estava com os braços amarrados. Enfim, eu gostaria que tivesse sido diferente.

  4. Pingback: Quando o bebê não nasce vivo | Grupo Coaracy

  5. Minha filha teve filho domingo agora, por volta das 14 hs, foi pela madrugada p o hospital, neste período levou uns quatro toques, o neném nasceu por cesária por volta das 14 hs, foram p o quarto, por volta das 30 hs, minha filha começou a sangrar muito e desfalecer, levada p uti, tomou 4 bolsa de sangue, no parto observou no vídeo que a médica forçou muito a barriga. Ela está cheia fe hematomas. Seu órgão desconfigurando, é normal, pelo que vi aqui não. Pode me orientar, tenho vídeo e fotos

  6. ANA CAROLINA RODRIGUES DE SOUZA E SILVA _ em

    Minha GO também me induziu a fazer cesárea, disse que na minha idade (35 anos) eu não conseguiria ter parto normal. Quando meu bebê nasceu, ele me foi mostrado e retirado da sala, tive medo que ele pudesse ser trocado, por isso observei bem o rostinho dele. Depois de umas 3 horas mais ou menos eu fui para o quarto, esperei pelo meu bebê por mais 3 horas, quando a enfermeira trouxe o bebê, ela muito rudemente, abriu meu avental e apertou minha mama, como se eu fosse um animal antes de colocar meu bebê no peito. No dia seguinte a médica passou a visita, olhou meu corte, nem perguntou como me sentia, só quis saber se eu estava indo no banheiro e me passou um laxante. Comentei com ela que eu havia estranhado o fato de não ver cocô na fralda do bebê, ela me mandou pedir para a enfermeira fazer um destro na criança. Mas qual enfermeira? quase não tinha ninguém da enfermagem no andar. Sem dizer, que quando entravam me tratavam muito rude.
    No último dia pela manha, tive alta, meu bebê foi levado de mim, ficou horas longe, não me deixaram amamentar, quando o trouxeram já era hora do almoço.
    Naquela mesma noite, em casa, apos ter dado de mamar, meu bebê começou a gritar de uma forma que nunca tinha visto antes, fiquei apavorada! olhei a fralda tinha algo estranho.
    Não quis ligar para a obstetra por achar que ela não iria me atender. No dia seguinte fomos em outro hospital.
    Me questionaram o fato de ter procurado outro hospital e não a maternidade que ele havia nascido, mas estava tão assustada por passar por aquela situação que nem liguei, só queri meu filho bem, ele ficou internado por baixa ingesta e desidratação, por uma semana. Quando saímos do hospital fiquei muito mal, não conseguia dormir, por ter medo de que a criança viesse a morrer, tinha medo de tomar banho, não conseguia comer, passei a viver como um vegetal, no retorno com minha médica para a retirada dos pontos ela achou bem. Eu queria distância dela, mas tinha medo de não conseguir passar com outro médico antes da alta, comecei a piorar. Até que um dia não aguentando mais pedi para a medica um medicamento para me ajudar, a médica teve coragem de me dizer que eu era uma pessoa depressiva e que não poderia ter outro filho por causa disso. Me sinto até hoje, quase 2 anos depois muito agredida e decepcionada, pois só agora que tive acesso a esse site que fui entender que fui vítima de violência.

  7. Quando eu tive minha bebê foi Parto normal cheguei no hospital com 4 cm de dilatação a médica veio me fazer o toque com tanta brutalidade que senti dor e ainda depois do toque me perguntou se queria anestesia para o parto eu falei que não porque queria mais um parto humanizado intao ela falo comigo ” você tá querendo ganha igual animal ” “vai fica toda arregaçada ” nossa me senti um lixo mais não ganhei com ela fui para outro hospital no qual um ótimo médico me atendeu e correu tudo certo e como eu queria um parto NORMAL sem episiotomia sem indução e sem anestesia! Mais sinceramente nunca mais quero ter filhos é muita humilhação que a gente sofre tratam a gente igual um lixo!

  8. No meu parto sofri vários desses abusos da lista. Sou de Portugal e são considerados como procedimentos rotineiros.
    Episionomia, manobra, não comer, ocitocina 😥😣

  9. Foi bom eu ver essa reportagem, porque assim fico sabendo dos meus direitos quando eu for ter um filho e quando eu me formar uma médica saber como tratar as parturientes. Eu acho esse tipo de coisa uma falta de respeito e fico indignada!

  10. Pingback: Violência obstétrica. Precisamos falar sobre isso. – Desmitificando mitos da vida materna

  11. Ola gostaria de saber como faço para encontrar no site da oms a matéria que fala sobre a contra indicação da manobra de kristeller. E tambem saber quais riscos ela pode acarretar para o bebe !

  12. Minha mãe passou por tudo isso em 1983 quando eu nasci… lembro ainda dela me contando das coisas horriveis que ouviu, de alguem pulando em cima da barriga dela, do corte… e naquela época, infelizmente, achavam tudo isso normal e necessario.. ela me conta isso com normalidade e eu acho simplesmente absurdo.. lembro que 10 anos depois ela teve que fazer cirurgia de perineo por conta do corte que o médico dizia ser tao necessario. que triste, não quero passar por isso =/

  13. Além das dores que eram horríveis pois ainda tenho um desvio no cóccix, após l parto meu marido pegou nossa filha no colo e saiu fiquei ali com o médico, ele esperou meu marido sair e fez a seguinte pergunta -Bárbara pq VC é tao estérica? Nao conheci pessoa tão estérica como você! Bom eu não soube responder pois tinha mais pessoas na sala e quando meu esposo retornou ele mudou de assunto,e eu fiquei ali muda.

  14. Pingback: Com medo de violência no parto, mãe leva pistola para a maternidade

  15. Meu filho nasceu há 5 anos em um maternidade pública aqui em São Paulo. Passei alguns anos acreditando que meu parto havia sido normal, afinal, não tive nenhum outro parto para comparar. Até ir descobrindo coisas que não haviam sido informadas durante o parto. Sempre quis ter parto normal, para evitar a famosa cicatriz da cesariana e o desconforto após o parto, mas todos me diziam que era perigoso devido ao meu peso, que na época era de 45kg com 1.63m, mas achava que era besteira de pessoas leigas. Cheguei na maternidade por volta das 12 horas com contrações fortes e ritmadas. Permaneci com as contrações e constantes toques até, mais ou menos, as 17:00 horas. Constantes toques por se tratar de uma maternidade situada detro de uma Universidade e, consequentemente, muitos internos aprendendo. Uma interna ficou responsavel de estourar minha bolsa, que até o momento não havia estourado sozinha, e com isso ela ficou um tempo longo tentando estourar, pois não estava conseguindo. Após a bolsa ser estourada fui levada a sala de cirurgia e lá me pediram para ficar de ‘perna de índio’ em uma maca muito estreita, na qual eu não poderia me mexer para tomar a anestesia raquitiana. Fiz força por um período de tempo que não sei estimar, uma sra. Forçou minha barriga para ajudar na descida do bebê, até o momento que escutei o médico falando ‘não queria fazer isso, mas terei que fazer’, na hora não entendi e não questionei pois estava muito cansada e queria que acabasse logo. Senti uma pressão de quando se faz um corte e percebi que ele havia feito o tal corte, do qual eu ja havia ouvido falar, mas até então era normal. Meu filho nasceu e em algum momento escutei o médico conversando com a interna que o estava ajudando e tentava olhar pelo espelho da Luz. Em algum momento ele disse ‘Não é assim. Deixa que eu vou te mostrar…..é assim…agora faz você’. Tentei olhar pelo espelho, mas não conseguia ver direito e tive a impressão de que ela deu os pontos no corte, ele não acho que estava certo, retirou os pontos, deu os pontos novamente para mostrar, retirou os pontos e pediu que ela repetisse. Confesso que na hora não me assustei tanto, porque o cansaço era muito grande. Tive dores horríveis, eu chorava dia e noite, não conseguia andar e nem dar banho no meu filho. Tive que pedir ajuda para a minha mãe para que eu pudesse tomar banho. Eu sempre reclamava da dor e a única coisa que me ofereceram foi gelo e um splay verde do qual no me recordo o nome. E durante os 3 dias q passei no hospital, eram vários grupos de internos ir analisar a região do parto, de todas as pacientes, e em nenhum momento perguntavam se poderiam. Fui para casa e passei 2 meses sentindo dores absurdas. Sinto hoje que a costura foi mal feita e o corte enorme. Descobri por acaso, olhando os papéis do parto, que meu parto foi feito por fórceps e nada disso me foi informado. Hoje quando penso em parto, me dá desespero de imaginar todo aquele sofrimento novamente. Eu acreditava que tudo, a não ser a dor tinha sido normal, como qualquer outro parto, até ler histórias que me fizeram lembrar muito o meu.

  16. Acho importantíssimo ter todas estas informações pois sou uma senhora e sei o quanto não estar informada nos torna vulneráveis e os danos que certos procedimentos comprometem o resto de nossas vidas.Todos os procedimentos aqui descritos como danosos ocorreram no parto do meu primeiro filho em 1978 e resultaram num fórceps de alívio que teria sido desnecessário.Sofri uma epistemologia desnecessária por um médico irresistível que induziu meu parto e foi passear, só retornando horas depois quando as contraçoes já haviam parado.Se eu soubesse mais teria denunciado o criminoso,mas eu era jovem,27 anos ,e desinformada.Parabens pela iniciativa.

  17. Pingback: » Com medo de violência no parto, mãe leva pistola para a maternidade

  18. Nossa foi por acaso que vi esse site……….Sempre tive a intuição de que o que o médico fez comigo não era normal…..apos ler tantas coisas vi que eu tbm fui uma vitima e até hoje apos 11 anos tenho pavor de ter outro filho….
    em 18.06.2006 tive meu 1 e único filho entrei no hospital ja com muitas dores então me acolherão fizeram o famoso toque, horrivel pois na hora estorou minha bolsa.
    Então me levaram para o soro e ai que a coisa piorou mesmo pois parecia que eu ia morrer de tanta dor, então perguntei para enfermeira que meu bebe estava nascendo e ai ela disse (rindo) que nada ainda tem muita gente pra ganhar na sua frente…..mas eu insisti e falei meu filho ta nascendooooo., na hora o medico passava para ver todas que estavao em trabalho de parto e eu repeti meu filho esta nascendo entao ele fez novamente o toque e afirmou….realmente levem ele para a sala de cirurgia.
    mas jamais imaginei que ali seria meu pesadelo ……meu Deus como sofri ali ate hoje lembro e sinto agonia ……
    Fiquei na posição ginecológica e ai o medico pediu para eu fazer força e ai foi indo ele pedindo eu fazendo… ate uma hora que eu não tinha mais força nem pra respirar e eu falei “eu não consigo mais ” e ele respondeu ….”na hora de fazer foi bom né agora pra ganhar ” eu respondi ….” então pode me dixar morrer porque eu não tenho mais forças …e realmente não fiz mais e ele cumpriu o que me falou…..ENQUANTO NÃO FAZER FORÇA EU NÃO TERMINO SEU PARTO……e realmente ele não terminou .
    Fiquei ali por uns certos minutos mas pra mim parecia eternidade, e eu tinha certeza que eu iria morrer CERTEZA, então surgiu alguem que pulou na minha barriga e assim meu filho veio ao mundo….MAS ELE FICOU ALGUM TEMPO NO MEIO DO CAMINHO ENTÃO NASCEU SE CHORAR E DALI JA FOI ENTUBADO E LEVADO DIRETO PARA UTI.
    Achei que meu sofrimento tivesse acabado mas não o medico alem de ter me cortado e costurado sem anestesia , minha placenta estava grudada e eu sentindo muitas dores ….ai perguntei porq de tanta dor e ele respondeu ESTOU PUXANDO PRA VER SE SAI ,na quarta puxada saiu e eu so pedia pra Deus me levar,,,, não aguentava mais.
    bom depois de tudo isso fiquei mais de 1 mes para me recuperar do parto normal tive muitos desmaios dorers terriveis , meus filho ficou entre a vida e a morte pela demora pois ficou sem respirar no meio do parto.
    Só sei que jamais vou esquecer o que eu passei e hoje 25.08.2017 soube que fui uma vitima .
    os traumas jamais saem da minha cabeça , lembro todos os dias da minha vida daquele epsódio ….mas fazer o que.
    Hoje faço faculdade de enfermagem pois não tenho condições nem idade de fazer para obstetra, porq eu certamente seria diferente eu iria fazer a diferença na vida me muitas mãe,jamis deixaria acontecer o que aconteceu comigo.
    Mas como enfermeira vou me especializar em obstetricia ou neo- natal e ou curar minhas cicatrizes fazendo totalmente ao contratrio do que fizeram comigo.
    Pois só assim o mundo vai pra frente ,não podemos pagar o mal com mal ., e sim somente com o bem ……..

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