Quem pode e quem não pode parir em uma casa de parto

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Casal tem bebê na Casa Angela, em SP (Foto: Bia Fotografia)

Casal tem bebê na Casa Angela, em SP (Foto: Bia Fotografia)

A casa de parto é a opção para as mulheres que não querem ter um parto hospitalar nem um domiciliar. É um meio termo entre essas duas opções, mas não é uma alternativa para muitas mulheres. Em São Paulo, as duas casas que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) limitam a entrada de algumas parturientes.

Gravidez gemelar, bebê pélvico (sentado), gestante com pressão alta, diabetes, exame streptococcus positivo, cesárea prévia, por exemplo, são alguns dos impedimentos.

A mulher que tem uma cesárea prévia só pode ter seu bebê na casa de parto se, por exemplo, na segunda gestação teve um parto normal. Ou seja, pode parir seu terceiro filho desde que o último parto tenha sido vaginal.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, são atendidas nas casas de parto mulheres com gestação de baixo risco e cada caso é avaliado pelas equipes. Segundo a pasta, a gestante deve ter gestação única, bebê com apresentação cefálica, exames de pré-natal com resultados normais, não ter tido cesárea anterior, ausência de doenças prévias ou gestacionais como diabetes, hipertensão, entre outros. Nas casas de parto, a gestante é acompanhada por enfermeiras obstetras e obstetrizes.

POUCOS PARTOS

Por conta dessas restrições, o número de atendimentos nos dois espaços ainda é baixo. A Casa de Parto de Sapopemba (zona leste de SP), por exemplo, realiza, em média, 12 partos por mês enquanto na Casa Angela são cerca de 30 por mês. A segunda, que fica na zona sul de São Paulo, atende tanto pelo SUS como de forma particular.

Além de permitir que a gestante tenha um parto natural, sem intervenções, as casas de parto liberam até dois acompanhantes por parturiente. Durante o trabalho de parto, a gestante pode se movimentar, comer, entrar na banheira, usar o chuveiro, a bola de pilates, entre outros métodos não farmacológicos para aliviar as dores das contrações.

Outra vantagem é que o bebê fica o tempo todo com ela – não há rotina de berçário como nos hospitais. Assim que o bebê nasce, ele também vai direto para o colo da mãe e mama na primeira hora de vida. Se estiverem bem, mãe e bebê recebem alta no dia seguinte ao parto.

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