Saiba a diferença da doação de leite materno e da amamentação cruzada

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Leite materno pode ser doado para bebês internados

Leite materno pode ser doado para bebês internados

Após a grande polêmica em torno da amamentação cruzada mostrada na novela “O Outro Lado do Paraíso”, da Rede Globo, e as dúvidas em torno do assunto, o Mães de Peito resolveu esclarecer a diferença entre a doação de leite materno e a amamentação cruzada.

Qualquer mulher saudável que amamenta pode doar seu leite excedente para os bancos de leite humano. Para ser uma doadora, a mulher precisa estar em boas condições de saúde e passar por exames complementares caso não tenham sido feitos durante o seu pré-natal. Após ser coletado,  o leite passa por análises e é pasteurizado e, com isso, não permite qualquer transmissão de doenças para o bebê que receberá esse leite por meio de sonda, copinho ou mamadeira – essa última opção não é recomendada, mas ainda utilizada em muitas maternidades.

Somente após todo esse cuidado ele é oferecido aos bebês prematuros que estão internados e não podem mamar o leite da própria mãe. É importante ressaltar que o leite nos bancos de leite não são voltados para as mães que tem dificuldades de amamentação e que por algum motivo não consigam amamentar. Ele é de uso exclusivo de bebês que estão internados.  Com o leite materno doado, o bebê consegue se recuperar mais rápido e encurtar o tempo de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Não há quantidade mínima ou máxima para ser doada e que cada ml de leite ‘vale ouro’ para um bebê internado. Antigamente só podiam doar mães com bebês com até seis meses, mas  devido ao baixo número de doadoras não existe mais esse limite de idade.

LEIA MAIS: Saiba como ser uma doadora de leite materno

Já a amamentação cruzada é quando uma mulher amamenta no próprio peito o filho de outra pessoa. Como já mostramos no nosso site, a prática não é recomenda pois oferece riscos, entre eles, o bebê ser contaminado por uma doença infecto–contagiosa, como a Aids. Muitas leitoras questionaram sobre as “amas de leite”, que eram, principalmente, escravas que amamentavam os filhos dos patrões e que a prática era comum até há pouco tempo. No entanto, nesta época ainda não havia informação sobre os riscos da amamentação cruzada nem havia opções de leite de fórmulas.

É muito importante destacar que mesmo se esta mãe estiver com os exames normais e teve uma gravidez saudável, ela pode estar em uma janela imunológica, e esse bebê correr o risco de contrair alguma doença. LEIA MAIS: Por que a amamentação cruzada é arriscada

O QUE FAZER SE EU NÃO CONSIGO AMAMENTAR?

A primeira recomendação é procurar ajuda. A nova mãe deve procurar um banco de leite mais próximo onde será dada orientação sobre pega correta, amamentação em livre demanda, entre outras informações ou, se puder pagar, chamar uma consultora de amamentação para ajudá-la.

É importante ressaltar que é importante a mulher contar com apoio da família e de bons profissionais para que tenha sucesso na amamentação.

SAIBA MAIS: Como fazer a ordenha e armazenar o leite materno

 

 

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