Saiba o que é o terror noturno e como lidar com ele

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Terror noturno faz bebê despertar (Foto: Mães de Peito)

Terror noturno deixa pais assustados ao não saber como lidar com o bebê (Foto: Mães de Peito)

A criança está dormindo tranquilamente quando começa a chorar compulsivamente, muitas vezes senta, chuta. A primeira reação dos pais é tentar pegar o filho no colo para acalma-lo. Mas os pais não conseguem cessar aquela momento e ficam sem entender o que acontece. “Será que é dor de ouvido?” ou “será cólica?” são alguns pensamentos que passam na cabeça dos pais nesta hora. Alguns, chegam a ir até o pronto-socorro com a criança que chega lá bem, sorridente e sem qualquer sintomas.

Mas, afinal, o que ela tem? É o chamado terror noturno que provoca despertares espontâneos como se a criança estivesse em momento de pânico, ou seja, as vezes elas gritam, ficam com a respiração ofegante e chegam a ter movimentação agressiva e até um semblante de medo.
De acordo com médicos, o terror noturno normalmente acontece na primeira parte do sono e o episódio dura entre um a dez minutos.
O médico Samir Magalhães, do Hospital Albert Einstein, explica que o terror noturno é mais comum em crianças pequenas, podendo ocorrer até a idade adulta. “Geralmente inicia entre os dois a cinco anos de idade e tende a desaparecer espontaneamente com o crescimento”, comenta.
A recomendação dos médicos é que os pais confortem e protejam a criança para que não batam, por exemplo, a cabeça na parede ou nas grades do berço ou da cama. “Segurar ou conter a criança pode aumentar ainda mais a agitação”, relata o médico, apesar de saber que é difícil os pais não pegarem o filho no colo ao se depararem com uma crise dessas.
Ao pegar a criança no colo, os pais não tem muito o que fazer a não ser protege-la, aconchega-la ou cantar perto do ouvido até o pânico passar.
O médico recomenda não acordar a criança porque ela pode despertar assustada e demorar mais tempo para restabelecer a calma. “É necessário acompanhar o momento, oferecendo proteção, caso apresente sonambulismo ou comportamento agressivo e corra o risco de causar danos físicos a si mesma”.
Vale ressaltar que o terror noturno é diferente do sonambulismo. No sonambulismo a criança desperta sem sinais de pânico e tem comportamentos complexos como andar, segurar objetos, realizar necessidades fisiológicas.
O médico explica que normalmente as crianças não vão se lembrar do episódio assim como acontece em sonhos normais.
Magalhães explica que a prevenção do terror noturno pode ser tentada por meio de psicoterapia ou aconselhamento, mas a tendência é que com o passar do tempo os episódios fiquem cada vez mais raros.
Se os casos passarem a ser recorrentes, o ideal é verificar a rotina da criança, a relação com professores e coleguinhas da escola, babá ou até mesmo com os familiares.
Ele diz que o acompanhamento de psicoterapia é indicado apenas em crianças em que se suspeita de um fator emocional envolvido. Em casos mais graves, nos quais o terror noturno ocorre de forma muito frequente e com risco elevado de lesões, o médico pode considerar tratamento medicamentoso. “O uso de medicações raramente é indicado”, explica.
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