São Paulo terá casa voltada exclusivamente ao pós-parto

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Que atire a primeira pedra a mãe que não se sentiu sozinha, insegura e desamparada no pós-parto.  Normalmente a mulher encontra muitas opções de atividades, rodas de conversa e apoio na gestação, mas depois que  o bebê nasce, muitas ficam perdidas. Pensando nisso, a doula de pós-parto e idealizadora do Abraço Materno, Priscila Castanho, vai inaugurar em fevereiro uma casa voltada exclusivamente para o pós-parto.

A Casa de Pós-Parto Abraço Materno vai ficar localizada no Ipiranga, zona sul de SP, e oferecer serviços justamente para apoiar e auxiliar a nova mãe a se encontrar e redescobrir após a chegada do filho. Ela explica que o local vai acolher todas as mães – independente da via de parto – e ser um espaço, inclusive, para as mulheres que foram mães por meio da adoção. “É para todas as mulheres que estão vivendo o pós-parto após a chegada de um filho”.

Além de serviços como doula pós-parto, massoterapeuta, psicóloga, enfermeiras, consultoras de amamentação, laserterapia, professoras de yoga e dança, o espaço oferecerá rodas focadas no pós-parto. “A maioria das clínicas e espaços que trabalham com parto oferece roda uma vez por semana voltada ao puerpério, o que é muito pouco. Vamos ter espaço aberto para a puérpera seis dias por semana das 8h às 20h”, explica.

As rodas  terão contribuição voluntária e vão abordar assuntos sobre amamentação, mudança familiares após a chegada do bebê, entre outros assuntos sempre focados no pós-parto. “Teremos roda só para mães, para casais e até para os avós”, ressalta.

Priscila, que há 10 anos criou o Abraço Materno, ao enfrentar dificuldades no puerpério da primeira filha diz que sentiu a necessidade na época de ser cuidada e não apenas cuidar do bebê. A Casa de Pós-Parto é voltada para a mulher que acabou de parir até aquelas com bebê de até 36 meses. “Essa é uma fase onde a mãe, a família, passam por grandes transformações”.

A princípio a casa fará atendimentos particulares e por meio de convênio e a intenção é buscar parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde) para que possa também oferecer tratamento gratuito às mulheres da rede pública.

Priscila diz que o projeto de criar a casa está pronto há dois anos e que só agora conseguiu colocá-lo em prática. Ela conta que hoje ela e sua equipe fazem a maioria dos atendimentos na casa das puérperas, o que dificulta e encarece o trabalho. “São Paulo é uma cidade muito grande e fica caropara quem se desloca como para quem paga o serviço”, comenta. Com um ponto fixo, ela diz que o atendimento será mais acessível e que o atendimento home care continuará para quem não quer sair de casa.

Como mãe empreendedora, Priscila está com uma vaquinha virtual aberta para poder custear a estrutura básica da casa, como instalação de móveis e contratação de secretaria, etc. Quem quiser colaborar, basta clicar aqui. Essa será a segunda casa de pós-parto no Brasil. A primeira foi inaugurada no ano passado em Curitiba, a Casa Rudá.

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