Sling é para todos? Saiba as dúvidas mais comuns sobre o carregador de bebê

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Mãe brinca com a filha usando sling de argola (Foto: Sampa Sling)

Mãe brinca com a filha usando sling de argola (Foto: Sampa Sling)

Lugar de bebê é no colo e os slings são facilitadores tanto para quem carrega como para quem é carregado. O sling é um acessório que tem se popularizado pois  ajuda a vida dos pais que querem ter seus filhos sempre pertinho, coladinho.

Há pais que logo se adaptam com o acessório, usam dentro e fora de casa o tempo todo. Mas também há quem compre um e deixe guardado no armário pois encontra dificuldades em usar o carregador.  

Medo de machucar o bebê, receio dele cair, de posicionar ele errado são algumas das inseguranças de quem não está acostumado com o sling. É comum a mãe colocar o bebê e ele só chorar, então, logo aposenta o sling. A consultora em carregadores de bebês Rosangela Alves, da Sampa Sling, diz que muitas vezes o bebê chora pois a mãe está tão tensa com o processo de colocar ele no sling que acaba passando esse nervosismo ao bebê. “A mãe precisa estar relaxada, confortável, segura  para passar isso ao seu bebê”, diz Rosangela.

As vantagens do sling são grandes. Além de fortalecer o vínculo entre mãe e bebê, ele traz benefícios físicos e emocionais deixando ambos mais seguros. Além de ser um facilitador de colo, o sling é um facilitador da amamentação pois os seios da mãe estão sempre próximos e disponíveis para o bebê. “Há várias posições que permitem o bebê mamar dentro do sling”, comenta.

Vale ressaltar que nos três primeiros meses é a gestação extrauterina onde é importante o bebê estar em contato direto com a mãe para sentir seu cheiro, os sons, seus movimentos pois isso traz calma e tranquilidade para o bebê que acabou de nascer.

O bebê levado no sling tem suas necessidades atendidas mais prontamente, ou seja, não precisa chorar tanto e, por isso, tende a ser mais calmo e tranquilo. “Além de facilitar a amamentação, a mãe percebe mais fácil se precisa trocar fralda, se está com cólica. O próprio calor e movimento do corpo da mãe ajuda a melhorar as cólicas”, ressalta. Como fica mais verticalizado, os casos de refluxo também são menores do que bebês levados só no carrinho, por exemplo.

COMO SE ADAPTAR

Uma dica para conseguir usar o carregador é usá-lo já nos primeiros dias de vida, treinar as amarrações antes do bebê nascer com vídeos tutoriais na internet, por exemplo.

A consultora de carregadores de bebês diz que há vários tutorias de amarrações na internet, mas mesmo após assistir alguns pais têm a sensação de que não conseguem amarrar direito.

Sling ajuda bebê a ficar tranquilo (Foto: Sampa Sling)

“Ao ver o vídeo eles acham fácil, mas ao colocar o bebê de verdade surgem as dúvidas e a insegurança. Muitas mães fazem a amarração direitinho e me procuram só para saber se está certo”, comenta Rosangela, que abriu o primeiro espaço em São Paulo de consultoria permanente de sling, localizado no bairro de Pinheiros (zona oeste).

Ela que organiza várias slingadas (eventos para ensinar a usar o sling) decidiu oferecer a consultoria permanente justamente para ajudar os casais que querem ficar com os filhos no colo. Rosangela atende no local mesmo quem não comprou seu produto e oferece o serviço gratuitamente. “As mães de recém-nascidos precisam de uma atenção maior e acabam voltando mais vezes”, diz.

MODELOS MAIS PROCURADOS

Ela diz que são oito modelos de slings, mas o que mais é procurado é o wrap – uma amarração de pano feita no corpo. “Esse é o modelo preferido, principalmente para bebês nos três primeiros meses. A mãe tem a sensação que o bebê está abraçado nela, passa mais segurança embora aparentemente seja o mais ‘difícil’ de usar”, comenta.

Outro que está entre os favoritos é o de argola, mas normalmente as mães optam por ele quando o bebê está mais firme pois pode ser usado em mais posições que o wrap. “Ele permite posições diferentes pois têm menos tecido.” O sling de argola permite carregar inclusive crianças, ou seja, enquanto o pai aguentar o peso é possível usar esse carregador.

Bebês devem ser acostumados nos primeiros dias de vida (Foto: Divulgação Sampa Sling)

Recém-nascido no wrap (Foto:  Sampa Sling)

Rosangela diz que ainda há muitas pessoas que carregam os bebês de forma errada, principalmente, com aqueles cangurus tradicionais. “O bebê é colocado de frente, com as pernas esticadas não é adequado. Mas, hoje em dia há muita informação para que os pais busquem e usem de forma correta”, diz.

Antes de comprar um sling é importante ver a procedência e procurar referências de quem já usou o produto. “Precisa ficar atento pois há argolas que podem quebrar se não forem as corretas, o tecido rasgar ou não ser adequado e aquecer demais o bebê”, diz Rosangela que começou a usar slings em 2007 com seu filho Gabriel, hoje com oito anos. “Naquela época o acessório era muito discriminado. Muita gente olhava torto para ele. Hoje não é mais assim”, comenta.

 

 

 

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