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Hospital cobra R$ 1.800 de taxa para quem demorar mais de 6h para parir

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By Giovanna Balogh on 2 de julho de 2020 Direitos das mulheres, Parto, Parto normal
A cozinheira Larissa foi cobrada da taxa por ‘demorar’ para parir (Foto: Kalu Brum/Olhar Mamífero)

O Hospital Sepaco, em São Paulo, tem cobrado uma taxa extra das parturientes que “demoram” para parir na unidade de saúde.  Essa cobrança acontece com quem fica mais de seis horas na ala do centro obstétrico, onde estão as chamadas salas PPP (pré-parto, parto e pós-parto).  Duas parturientes que tiveram seus bebês na unidade de saúde em fevereiro relatam que não foram informadas previamente da cobrança.

O Sepaco conta com duas salas PPP (pré-parto, parto e pós-parto), um pré-parto coletivo e duas salas cirúrgicas que às vezes é usada para os partos quando as chamadas PPPs estão ocupadas.  A cobrança passa a contar, segundo profissionais que atendem na unidade,  a partir do momento que a mulher entra na ala do centro obstétrico o que acontece quando ela precisa de uma indução ou se já está na fase ativa pois não pode ficar no quarto neste período.  Somente no quarto o ‘taxímetro’ não começa a correr para que a cobrança seja feita, segundo apuração da reportagem.

O hospital diz que usar essas salas “tem custo e este custo não pode ser absorvido pelo hospital, portanto quando a paciente opta por estar lá mais que o tempo preconizado, tem que ter ciência que isto lhe acarretará uma cobrança, que é o que vem acontecendo”. Em nota, o hospital diz ainda que as pacientes “devem ser encaminhadas a estas salas somente quando estiverem com a dilatação próxima a necessária para o parto expulsivo”. (leia no final do texto a íntegra da nota do Sepaco enviada à reportagem).

A cozinheira Larissa Oliveira Lemes , 32 anos, conta que chegou na maternidade no dia 5 de fevereiro com 6 para 7 centímetros de dilatação. Mas, como era o primeiro bebê, Gael nasceu somente à 0h15 do dia seguinte. “Demos a entrada na internação e não falaram nada sobre essa cobrança. Depois do parto, por volta das 2h da madrugada, deram papéis para o meu marido assinar, mas estava tão cansado que nem leu”, conta Larissa, que teve um parto difícil onde o bebê precisou ser oxigenado gerando bastante apreensão aos novos pais.

Cerca de um mês após o parto, um funcionário do hospital ligou para pedir o e-mail para ser enviada uma taxa de cobrança que estava pendente. “Chegou um boleto de R$ 1.800 e ficamos desesperados pois tínhamos nos programado para as despesas do parto e o hospital estava incluso na cobertura do plano de saúde”, conta a paciente. Ela conta que questionou a cobrança e foi informada que iriam “sujar o nome” caso não fosse pago dentro da data estipulada. “Como foi no começo da quarentena, não pagamos e fomos atrás do convênio que disse que não iria pagar também. Tivemos que recorrer para a ANS que enfim derrubou a cobrança”, comenta Larissa.

Já a  designer de interiores, Ariane Oliveira, 34 anos, ainda está com a cobrança pendente e sem saber o que fazer. Ela conta que entrou na maternidade para fazer uma indução no final de fevereiro. Ela conta que o parto durou aproximadamente 7 horas e em nenhum momento foi falado da taxa. “Fiquei em uma sala com outras quatro mulheres, nada privativo e nada agradável estar em trabalho de parto com outras mulheres e me fizeram essa cobrança. Ainda não pagamos e estou vendo quais as opções para me livrar desse boleto”, comenta Ariane, mãe do Theo.

A enfermeira obstetra Karina Trevisan, da Commadre, explica que o tempo de parto é variado mesmo com a gestante chegando à maternidade em trabalho de parto avançado. “Não tem como precisar o tempo. Dizem os livros que o parto demora de 12h a 18h, mas na minha experiência varia muito. Já atendi parto de 2 horas e o meu próprio trabalho de parto e parto foi ao todo de 36 horas”, diz.

O tempo, explica ela, é muito variado e não é possível colocarmos as mulheres em uma medida, delimitar tempo. “É um absurdo ter essa taxa para um país que diz que quer reduzir a taxa de cesariana. É mais uma despesa e dificuldade para quem quer parir”, relata.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA DO HOSPITAL:

O Hospital Sepaco faz parte do Programa Parto Adequado desde a sua implantação pela ANS, em 2014, apoiando o parto normal e investindo desde então recursos financeiros expressivos para viabilizá-los, tanto no tocante a estrutura física quanto equipamentos e recursos humanos.

Com o objetivo de esclarecer aos pacientes, as informações são explicadas previamente, garantindo a clareza sobre cada detalhe da internação para que esta experiência seja plena e acolhedora.
As salas de pré-parto, parto e pós parto (PPP), como são chamadas para a realização de parto normal, estão disponíveis e devem ser utilizadas com critérios técnicos claros e objetivos para segurança e atendimento de todas as gestantes que assim desejarem esta modalidade de parto, ou seja, as mesmas devem ser encaminhadas a estas salas somente quando estiverem com a dilatação próxima a necessária para o parto expulsivo.
Quando a equipe ou a gestante preferem utilizar esta acomodação antes do momento necessário e preconizado, o tempo de permanência nestas salas se alonga demais, o que impede a utilização da sala por outras gestantes que efetivamente precisariam estar ali e geram custos que, em muitos casos não são cobertos pelo plano de saúde.
Quando as gestantes permanecem em qualquer outra acomodação durante a fase inicial do trabalho de parto, nenhuma cobrança adicional é realizada e todos os recursos são disponibilizados para estimular o parto normal.
Permanecer nestas salas PPPs tem custo e este custo não pode ser absorvido pelo hospital, portanto quando a paciente opta por estar lá mais que o tempo preconizado, tem que ter ciência que isto lhe acarretará uma cobrança, que é o que vem acontecendo.
Muitas operadoras de saúde cobrem tais custos. Outras, ainda não tem esta cobertura, nestes casos, o custo é revertido para particular.
Quando isto acontece, é recomendável o pagamento particular e a tentativa de reembolso junto à operadora de saúde.
O Sepaco atende a um amplo conjunto de operadoras de saúde. A cobertura contratual, porém, deve ser informada pelos planos de saúde.
Possuímos uma área de Relacionamento com o Cliente que acolhe todos os pacientes e seus familiares, a fim de dirimir quaisquer dúvidas e buscar a melhor solução possível.

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3 Comentários

  1. Marco on 5 de julho de 2020 11:33 AM

    Estão querendo transformar os hospitais em drivethr agora? Entra pela porta da frente com o barrigão e após fazer o pedido, sai pelos fundos com a criança nos braços…… Que ridículo. Fim do mundo. Até os hospitais estão querendo ganhar mais do que o necessário….😧

    Reply
  2. Nathália on 16 de julho de 2020 10:42 AM

    Interessante, o hospital se refere ao tempo excessivo como uma opção. Com certeza as mulheres em trabalho de parto optam em ficar horas e horas neste ambiente que aparentemente não tem nada de acolhedor. Péssima gestão.
    Com toda certeza mulheres pagariam até mais para ter um atendimento apropriado, mas o hospital prefere ganhar dinheiro com “taxas”, aprenderam direitinho com os políticos governantes deste estado.

    Reply
  3. Fabiana Alves de Rodrigues on 16 de agosto de 2020 9:18 PM

    Triste ver que o parto que é uma momento tão simples e natural se tranformou simplesmente em interesses financeiros, e o pior é que a maioria das mulheres caem nessa armadilha achando que estão fazendo o melhor e na maioria das vezes influenciadas pelos obstetras que tanto confiam, mas que na verdade acreditam naquela frase que diz: Tempo é dinheiro.

    Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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