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Quando é a hora de começar a ler para as crianças?

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By Giovanna Balogh on 18 de abril de 2017 Bebês, Criação com apego, Cuidado com os filhos, Infância

 

Bebês com suas mães no Literatura de Berço (Foto: Débora Nazari/Divulgação)
Bebês com suas mães no Literatura de Berço (Foto: Débora Nazari/Divulgação)

Os livros não precisam fazer parte da vida das crianças apenas quando entram na idade escolar. Assim como cantam e falam com o bebê dentro da barriga, os pais também podem ler para as crias desde a gestação e seguir com esse hábito a vida toda.

A psicóloga Cássia V. Bittens explica que os bebês se distraem facilmente e os pais ficam frustrados quando começam a ler e ele se vira ou sai engatinhando atrás de um brinquedo, por exemplo. “Os livros de pano e a naninha para os bebês que trazem desenhos e histórias são interessantes para a criança ter o primeiro contato com ‘um livro’”, comenta.

Ela diz que quando o bebê passa a sentar, os livros que despertam os sentidos chamam atenção pois são mais resistentes, menores e trazem autonomia no manuseio permitindo, por exemplo, abrir abas, sentir texturas diferentes, etc. “Quando a criança começa a andar, todos os livros são bem-vindos. Lembrando que as folhas dos livros poderão ser rasgadas, pintadas, mordidas, então, devemos orientar as crianças sobre a função e o uso do livro”, comenta.

Cássia, que é criadora do projeto Literatura de Berço que estimula a leitura para os bebês com seus cuidadores, diz que além desses livros que a criança pode manusear livremente, os pais podem narrar, contar histórias para as crianças para despertar a imaginação e a criatividade. “Os livros do literário são aqueles com histórias e/ou ilustrações de qualidade que vão além de apresentar cores, animais ou emoções. Então,

é importante ler histórias desde cedo  – mesmo que “pareça” que está lendo sozinho –  além de oferecer os livros de textura, naninha, etc”, aconselha.     

Ela explica que introduzir a literatura o quanto antes dá a possibilidade do bebê  entrar em contato com a fabulação pelas palavras, assim como acontece com o brincar pelo corpo. “E como ganho secundário, auxilia na aquisição da linguagem, amplia o vocabulário, estreita o vínculo com os pais e vice-versa (quando leem juntos)”, comenta.

Cássia diz que os pais que têm o costume de ler livros fazem os filhos gostarem mais da leitura. “Além do livro estar sempre acessível, a criança fica curiosa em saber o que é quem tem no livro que causa tantas reações no leitor”, diz.

A psicóloga conta que no Literatura de Berço ajuda os pais a entender mais sobre os livros para os pequenos e sugere leituras para cada faixa etária. Ela conta que a ideia de criar essa programação mensal, que começou em agosto de 2013, surgiu para oferecer  uma atividade cultural e gratuita para as mães acompanhadas dos seus bebês.

“Na época quase não haviam projetos que mães pudessem frequentar com seus bebês e usufruírem de um conteúdo não infantilizado ou estereotipado”, diz. No começo, eram apresentados textos adultos e aos poucos o Literatura de Berço foi migrando para o universo da literatura infantil onde conversam com a infância da mãe e do bebê ao mesmo tempo. “Desta maneira acredito que há estímulo e incentivo à leitura para família”, comenta.

Os encontros do Literatura de Berço são mensais e neste ano passaram a ocorrer no Espaço de Leitura do Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo. Antes, os encontros aconteciam na Casa das Rosas. Ao todo, diz Cássia, cerca de 600 famílias já participaram dos encontros.

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1 comentário

  1. Adriana on 2 de maio de 2017 4:59 PM

    O ideal é estimular, desde bem pequeno , o aprendizado. Brinquedos educativos são ótimos! Parabéns pela postagem.

    Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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