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Tocofobia: saiba quando a mulher tem pavor da gestação e do parto

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By Giovanna Balogh on 14 de março de 2017 Gravidez, Maternidade Real
Tocofobia é tratável e mulher precisa passar por equipe multidisciplinar (Foto: Bia Takata)
Tocofobia é tratável e mulher precisa passar por equipe multidisciplinar (Foto: Bia Fotografia)

Algumas mulheres têm verdadeiro pavor de imaginar um bebê se formando e crescendo dentro da barriga delas e, é claro, do parto em si. A doença tem nome e, apesar de ser pouco falada, é chamada de tocofobia.

A psicóloga Juliana Valente Conde, que é especialista em clínica perinatal, diz que é super comum as mulheres, principalmente as mães de primeira viagem, terem receios e ansiedades em relação ao parto e que isso nada tem a ver com tocofobia. “As mulheres diagnosticadas com tocofobia apresentam uma verdadeira aversão a ideia de parir. Para muitas o desconforto extremo já começa na gestação e acham que o parto pode levar a sua morte ou a do bebê”, explica a psicóloga.

Juliana explica que a mulher com tocofobia tem medo da dor do parto ou de passar por uma cesárea. “Muitas descrevem como a imagem de uma experiência mortífera. A tocofobia pode se desenvolver naquela mulher que não tem filhos ainda e pode estar relacionado a traumas e abusos sexuais anteriores, história obstétrica familiar violenta ou pode simplesmente se desencadear a partir do testemunho de um vídeo de parto”, relata a especialista. Outras mulheres, explica a psicóloga, desenvolvem a tocofobia depois de um primeiro parto traumático, fruto de violência obstétrica ou de um parto com muitos problemas.

LEIA MAIS: Saiba o que é violência obstétrica e se você foi vítima

Além dos medos comuns, a mulher com tocofobia apresenta alguns sintomas como crises de ansiedade, choro constante ao falar do evento, descontrole emocional, depressão – não necessariamente todos precisam estar presentes. Outros sintomas que podem estar associados a tocofobia são tentativas de aborto ou controle excessivo com a contracepção.  

TRATAMENTO

A mulher diagnosticada com tocofobia e que deseja engravidar deve buscar ajuda ainda antes da concepção. Juliana diz que é necessária uma intervenção multidisciplinar do psicólogo, psiquiatra e profissionais da assistência ao parto. “O trabalho integrado desses profissionais pode ajudá-la a passar pela gestação e parto de forma mais tranquila e prevenir a depressão pós-parto, que é comum nesses casos”, relata.

“O que observo com os relatos das pacientes é que elas sofrem forte influência na nossa cultura, que é uma cultura de cesarianas. O parto deixou de ser encarado como um evento natural no ciclo de vida da mulher, como era para as nossas avós [não que essas não tivessem seus medos também], e hoje é visto como um ato de coragem, e mais, um risco”, observa.

Algumas mulheres com tocofobia que só consideram a cesárea como via de nascimento mudam de opinião após o acompanhamento durante a gestação. “A medicação é necessária na maioria desses casos, já que a mulher com tocofobia apresenta muitas vezes crises de pânico e humor depressivo durante a gravidez. Outro sintoma comum na tocofobia são as náuseas e vômitos excessivos durante a gestação, o que simbolizaria uma rejeição à gravidez”, diz a psicóloga.

Juliana diz que é fundamental, além da ajuda profissional, que a mulher conte com uma rede apoio. “Como as demais fobias, a tocofobia pode ser tratada. Nesses casos, o suporte constante de um parceiro(a) e rede de apoio é muito importante. É desejável inclusive, durante o tratamento, que o parceiro(a) esteja presente nas consultas com o médico e em algumas consultas com o psicólogo”, diz.

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8 Comentários

  1. Silvia on 13 de janeiro de 2018 7:36 PM

    Estou grávida é tinha pavor de falar de grávidas mas agora n sinto nada nem ansiedade nem medo nada será que estou com depressão

    Reply
    • Silvaneide on 16 de agosto de 2020 8:55 PM

      Eu acho que Eu tenho esse problema infelizmente tocofobia

      Reply
  2. Anônimo on 5 de fevereiro de 2018 11:29 PM

    Eu tenho 26 anos e tenho pavor de gravidez, de parto e de bebês. Não consigo ver beleza na gestação e nem achar fofo tudo o que um bebê faz. Toda vez que tenho relações, ainda que protegidas, é um tormento psicológico que se torna físico com falta de apetite, dor no estômago e nó na garganta até a chegada da menstruação (meu ciclo é regular). Já cogitei fazer ligadura só para não ter que passar por esse sofrimento sempre que tenho relações. Isso torna o sexo ruim, pois o ato em si já remete à gravidez. É muito ruim.

    Reply
  3. Tatiana on 5 de março de 2018 3:11 AM

    E as tocofóbicas que não querem ter filhos? Tudo bem?

    Reply
    • Giovanna Balogh on 6 de março de 2018 1:57 PM

      Claro, ninguém é obrigada a ter filhos, né?

      Reply
  4. Amanda Aguiar on 15 de abril de 2021 11:57 PM

    Ainda não entendo essa mania de naturalizar o sofrimento da mulher.
    Algumas mulheres sentem muita dor e sofrem com cólicas, e viverão assim até o fim da vida porque todo o sofrimento e dor que elas sentem foi simplesmente naturalizado e normatizado.

    Reply
  5. Amanda on 16 de abril de 2021 12:41 AM

    Não consigo entender essa mania de naturalizar o sofrimento da mulher. Existem mulheres sofrem muito com seus ciclos menstruais, sentem muita dor e alguma ficam até impossibilitadas de exercer funções de uma vida normal como trabalhar ou estudar por causa de seu sofrimento. E algumas de nós continuarão sentindo isso até o fim de suas vidas reprodutivas, afinal de contas “isso é normal, faz parte do ciclo natural”, afinal parece que nascemos pra sofrer.
    E como se não bastasse tudo isso ainda tem romantização da gravidez. Aqueles nove meses de várias mudanças hormonais, mudanças corporais, dores nas costas, dores no corpo, engorda, excesso de peso, cansaço constante, mudança de humor, vomitar todo dia de manhã, depois vem: adiar a carreira, adiar os estudos, adiar a própria vida pq a vida de quem ainda nem nasceu já é mais importante que a sua, e nós temos que aceitar tudo isso pq somos mulheres e é normal ter todos os seus planos deixados de lado por uma gravidez, afimal “é o fluxo da natureza.”
    Por fim passar entre 6 e 16 horas sentindo dor, esperando dilatação, abrindo as pernas pra todas as enfermeiras estagiárias do plantão lhe enfiarem os dedos e ver se vc está dilatada. Sentir mais dor, não achar posição pra sentar, deitar ou fazer qualquer coisa da vida pq já está lá a 8 horas sentindo dor e levando dedada de enfermeiras que já trocaram de plantão.
    Pra finalizar abrir as pernas e fazer força até se cagar na frente de um médico que manda você fazer mais força sem que ele mesmo não faça ideia do que significa parir uma criança.
    Certa vez ouvi um relado de uma mãe de dois filhos, e ela dizia o seguinte: “ter um filho é igual a mijar um coco verde”. Se expelir uma pedra do rim já é uma dor do inferno, imagina expelir um coco? Quem em sã consciência faria algo assim porque quer?
    Mas na minha visão não acaba aí, tem o depois, noites e mais noites acordando de madrugada com choro e fralda cagada, peitos inchados e doloridos pingando igual as tetas de uma vaca leiteira, mais noites sem dormir, mais fraldas cagadas, bicos do peito rachados, machucados, doidos e mesmo assim tendo de amamentar.
    Daí a mais alguns meses você se olha no espelho e o que você vê? Olheiras inchadas, peitos flácidos e caídos, barriga flácida, cheia de estrias, postura cansada e uma pele caída e cheia de pelancas.
    Não vê mais uma mulher, vê apenas uma mãe, um trapo surrado, um bagaço feliz e completa em sua maternidade.

    Reply
  6. Amanda on 16 de abril de 2021 12:54 AM

    Acho que pra mulheres cujo maior sonho é a maternidade, todo e qualquer esforço é recompensado com um filho. Mas há mulheres (e não são poucas tá) com outras expectativas da vida, e pra essas mulheres engravidar não é nada mais é do que um imenso sofrimento.

    Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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