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75% das mulheres passa a empreender após a maternidade

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By Giovanna Balogh on 22 de setembro de 2016 Empreendedorismo materno
Bebê dorme em carrinho enquanto mãe trabalha (Foto: Co.Labore/Divulgação)
Bebê dorme em carrinho enquanto mãe trabalha (Foto: Co.Labore/Divulgação)

Quando nasce uma bebê, nasce uma mãe e, muitas vezes, uma empreendedora também. Uma pesquisa inédita feita pela RME (Rede de Mulheres Empreendedoras) com 1.376 mulheres mostra que 75% delas decidiu empreender após a maternidade.

“A maternidade é o gatilho para muitas mulheres começarem a empreender”, diz Ana Fontes, idealizadora da RME, que na quinta-feira (22) realizou em São Paulo o V Fórum Empreendedoras. Não podemos deixar de destacar, no entanto, que ter o próprio negócio acaba sendo a única opção para muitas mulheres devido à curta licença maternidade e pelo mercado de trabalho não aceitar nem dar as mesmas oportunidades para as funcionárias após ela se tornar mãe.

Ana diz que a pesquisa constata também que empreender não significa ter mais tempo para a família – apenas 30% das empreendedoras entrevistadas acham isso. A grande maioria (52%) empreende para ter mais flexibilidade de horários e 66% decidiu ter seu próprio negócio para realizar um sonho, ou seja, trabalhar com o que realmente gosta. 

A maioria das entrevistadas (37%) trabalha mais de 45 horas semanais enquanto 29% das empreendedoras trabalham entre 26 h e 35 h e outras 29% entre 36 h e 44 h semanais. “Uma parcela pequena de 14% diz trabalhar menos de 24 horas semanais. Gostaria de saber como elas conseguem”, brincou Ana. No entanto, o levantamento mostrou que 80% consideram que precisam trabalhar mais.

Entre as ouvidas no estudo, 85% já empreendem e outras 15% ainda querem ter seu próprio negócio. O estudo mostrou ainda que as classes sociais mais altas trabalham mais com serviços enquanto a classe C se dedica mais ao comércio.

CHEFES DE FAMÍLIA

A pesquisa também traçou um perfil dessas empreendedoras e mostrou que 44%  delas são chefes de família. Ou seja, são elas as responsáveis por “comida na mesa”. O estudo mostrou também que quase 80% das entrevistadas têm nível superior completo ou mais.

As empreendedoras que pertencem à classe C comentaram que o que mais compromete a renda familiar são os gastos com moradia já que muitas pagam aluguel. Já na classe A é a educação dos filhos foi apontada como a maior despesa da casa. “Além de trabalhar, 64% delas são as principais cuidadoras dos filhos e 57% responsáveis pelas compras da casa”, detalha Ana, que diz ainda que metade das empreendedoras trabalha em casa. “Muitas pessoas acham que quem trabalha em casa, não trabalha”, lamenta.

A maioria (42%) tem o negócio há menos de três anos enquanto 19% têm entre três e seis anos, ou seja, uma boa parcela está com o próprio negócio há pouco tempo.

FINANÇAS

Muitas mulheres (41%) começam o seu negócio sem nenhum capital ou investe a rescisão de trabalho ou da poupança para dar o pontapé inicial. Em todas as classes sociais, 35% das entrevistadas diz ter dívidas da empresa. “A mulher tem mais medo de fazer dívidas, mas 59% diz que investiria mais se tivesse linhas melhores de crédito disponíveis”, diz. Um dado que causou surpresa, comenta Ana, é o fato de 14% das empreendedoras não fazer controle financeiro algum da sua empresa enquanto 33% utiliza o excel e 19% o bom e velho caderninho.

Outro dado que causou surpresa foi como as empreendedoras se preparam para imprevistos. “8% disse que não está sujeito a imprevisto. Toda empresa está sujeita a isso”, diz Ana. A grande maioria (58%) diz que se adapta quando ocorre uma ‘surpresa’ nos negócios e apenas 20% e 10% tem reserva financeira e seguro empresarial, respectivamente. Das entrevistadas, 36% faturam R$ 2.500 por mês enquanto 33% ganham mais de R$ 10 mil mensais.

A grande maioria das entrevistadas (70%) utiliza as redes sociais para divulgar seu negócio e 59% participa de rede de empreendedorismo, enfim, muitas buscam fazer networking e a maioria frequenta palestras, cursos e eventos para buscar mais conhecimento para seu negócio. “Quando o negócio de uma mulher dá certo ela investe na educação e bem estar dos filhos o que significa que está investindo em uma sociedade melhor”,diz.

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1 comentário

  1. Gabriela on 31 de dezembro de 2017 3:44 PM

    Olá Giovanna, descobri seu blog a poucos dias e me deparei com esse artigo que achei bem interessante, pois apesar de não ter filhos ainda, comecei a investir a pouco tempo em um negócio já pensando em quando tiver filhos para que possa ter uma vida mais flexível e que com isso eu possa trazer mais qualidade de vida para minha família.

    Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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