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Saiba como e por que as grávidas devem preparar o assoalho pélvico

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By Giovanna Balogh on 28 de julho de 2016 Cesárea, Gravidez, Parto, Parto normal
Parturiente durante contração (Foto: Carolina Zia Fotografia)
Parturiente durante contração (Foto: Carolina Zia Fotografia)

Muitas grávidas não sabem como é importante preparar a musculatura do assoalho pélvico durante a gestação. Independente se a mulher terá uma cesárea ou um parto normal, trabalhar esse músculo é importante para  evitar problemas que vão desde incontinência urinária a até dificuldades nas relações sexuais.

A fisioterapeuta Sandra Macena diz que a preparação pode ser iniciada a partir da 12ª semana com a autorização do obstetra. “A musculatura do assoalho pélvico tem a função de fechamento da uretra, vagina e reto e também sustenta os órgão pélvicos que são responsáveis pela resposta sexual”, explica a especialista, da clínica Iluminar.

Ela diz que essas funções podem estar comprometida se a musculatura não estiver desenvolvida na sua potencialidade. “Durante a gravidez, aumenta o peso e a pressão uterina e isso gera uma sobrecarga maior nessa musculatura.  Mas, todo esse trabalho de fisioterapia serve não somente para a gestante, mas para a mulher em geral”, relata.

No caso das gestantes, Sandra explica que em na primeira avaliação é feito um exame de toque na musculatura onde é possível verificar sua capacidade de força e relaxamento e, principalmente, a conscientização que a gestante tem dessa musculatura”, comenta.

Após essa avaliação detalhada é escolhido como será o acompanhamento da paciente. Sandra explica que a gestante pode fazer em casa a massagem perineal e os exercícios de contração rápidas e lentas sustentadas da musculatura do assoalho pélvico. “A forma e a quantidade dessas repetições podem ser melhor orientada após uma avaliação fisioterapêutica da musculatura”, diz.

EPI-NO

Além das massagens e exercícios, muitas pacientes recorrem ao epi-no, um aparelho que tem o objetivo de realizar treinamento do assoalho pélvico e da vagina para o parto. Esse aparelho é formado por um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão, que simula a cabeça do bebê. O nome epi-no vem de “episiotomia-não”.

Aparelho de epi-no (Foto: Reprodução)
Aparelho de epi-no (Foto: Reprodução)

“Esse recurso é mais usado após a 35ª semana de gestação. Ele vai auxiliar no alongamento das fibras musculares de forma gradativa na região do canal vaginal e períneo e através de um treinamento auxiliado pela fisioterapeuta, enfim,  ajuda a gestante a trabalhar a conscientização da região e o relaxamento da musculatura”, explica. O epi-no pode ser usado por um período de 10 a 20 minutos, uma vez ao dia e pode ser utilizado diariamente.

O aparelho é usado para evitar as chamadas lacerações perineais no parto normal. Outras maneiras de evitar lacerações é a mulher ter um parto mais verticalizado (evitar posição ginecológica), não fazer puxos dirigidos (o médico mandar a paciente fazer força), a duração do segundo estágio do parto (expulsivo), entre outros.

“Sabemos que durante toda a gestação a mulher está sobre ação do hormônio relaxina que age nos ligamentos e permite uma maior flexibilidade dos ossos da pelve facilitando a passagem do bebê”, diz. Esse hormônio, no entanto, não age na musculatura do períneo. “Esses músculos devem ser alongados e preparados para ganhar a elasticidade necessária para que não rompam durante a passagem”, diz.

A fisioterapeuta vai preparar a gestante para o reconhecimento desses músculos para  fortalecer, ganhar o alongamento e, principalmente, a relaxar. “Enfim, a mulher passa a ter o controle e a consciência corporal necessária para a hora do parto. A fisioterapia pélvica ajuda na prevenção de fatores de riscos para a ocorrência de lacerações perineais e a necessidade da episiotomia (corte feito entre a região do ânus e a vagina).”

PÓS-PARTO

A fisioterapia também é muito utilizada no pós-parto e normalmente começa cerca de 45 dias após o parto. Normalmente, diz a fisioterapeuta, as puérperas têm queixas que podem ser desde dores lombares até dor na hora de ter relações sexuais. “ É fundamental a realização de uma nova avaliação física antes que a puérpera retome suas atividades físicas para que seja determinada as alterações e trabalhar na reabilitação desses músculos com objetivo de retornarem a sua funcionalidade”, orienta.

Ela diz que uma mulher que tem uma diástase abdominal (quando há um afastamento do reto abdominal),  deverá retomar o fortalecimento dessa musculatura com exercícios específicos e devidamente orientado. “Abdominais executados de forma onde gera uma pressão intra-abdominal pode agravar a diástase e situações de perdas urinárias”, explica Sandra, que é especializada em fisioterapia pélvica e uroginecologia funcional.

 

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2 Comentários

  1. Patrícia Castro on 1 de agosto de 2016 7:19 PM

    Giovanna, gostei muito da matéria acima. Parabéns! Estou adorando seu blog. Agora, desculpe a minha falta de conhecimento, mas gostaria de saber: a prática do pompoarismo tb contribui para trabalhar/fortalecer o assoalho pélvico?

    Reply
    • Giovanna Balogh on 2 de agosto de 2016 1:09 PM

      Com certeza Patrícia…

      Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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