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Por que as mulheres têm tanto medo de parir?

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By Giovanna Balogh on 12 de fevereiro de 2016 Gravidez, Parto, Violência obstétrica
Gestante durante trabalho de parto em hospital (Foto: Bia Takata por Coletivo Buriti)
Gestante durante trabalho de parto em hospital (Foto: Bia Takata por Coletivo Buriti)
Nossas avós pariram. Grande parte delas – para não dizer todas tiveram seus filhos em casa – enquanto nossas mães, bem, algumas delas pariram, mas a maioria dos nascidos no final da década de 1970 para cá veio ao mundo por meio de cesáreas.
Atualmente, muitas mulheres têm trocado de médico, optado em ter seus filhos na própria casa ou casas de parto e até em hospitais públicos para conseguir ter um parto normal. O SUS (Sistema Único de Saúde) acaba sendo a opção mesmo de quem tem planos de saúde que dão cobertura em hospitais referências, mas que são deixados de lado devido às altas taxas de cesarianas.
No entanto, ainda existe uma grande parcela de mulheres que literalmente abomina a possibilidade de ter um parto normal. O motivo: medo da dor.
Segundo um estudo da Fiocruz de 2014 com dados de 24 mil gestantes de 266 maternidades públicas e privadas do país, o medo é o principal motivo que leva as mulheres a escolher a cesariana no Brasil.
A pesquisa mostrou que, entre as mães de primeira viagem da rede pública, 83% citaram o medo da dor do parto como principal razão para preferir a cesárea. Na rede privada, 69% disseram o mesmo.
Mas, qual o motivo de tanto medo?
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Grande parte das mulheres que dizem ter medo de parir ouviram histórias assustadoras, como a amiga da vizinha que foi ter parto normal e levou um corte no períneo (região entre a vagina e o ânus) ou da filha da prima que ficou horas com dores deitada em posição ginecológica.
Ou seja, grande parte das histórias está relacionada a casos onde a mulher sofreu violência obstétrica. No entanto, o parto normal não é ou pelo menos não deveria ser esse pesadelo. Basta conversar com mulheres que tiveram partos respeitosos para ouvir se elas se arrependeram de parir.
Todas são unânimes em dizer que parir é bom e que a dor não é constante. As contrações, explicam médicos, são como ondas que vem e que vão, ou seja, nenhuma mulher vai ficar com dor o tempo todo durante o trabalho de parto. Muitas parturientes conseguem, inclusive, dormir entre as contrações.
Outro fato é que os riscos de uma cesárea eletiva raramente serem tratados nos consultórios médicos. Vale ressaltar que o procedimento, sem real indicação, traz três vezes mais risco de morte materna do que o parto normal.
A médica obstretra Carla Andreucci Polido diz que o medo da dor, do desconhecimento do processo de trabalho de parto são alguns dos relatos que já ouviu das gestantes. “Além da minimização de riscos da cesariana, que não são discutidos entre médico e paciente”, relata.
Carla diz que o modelo de assistência ao parto vaginal no Brasil está obsoleto, cheio de intervenções e que as mulheres fogem do que consideram maus tratos. “Elas acabam buscando ser acolhidas pelo conforto de um procedimento eletivo e programado”, diz.
Ela comenta que infelizmente não há garantia de vagas em hospitais, inclusive privados, para mulheres em trabalho de parto no meio da noite ou nas vésperas de feriados quando as maternidades estão lotadas por cesáreas previamente agendadas.
Se consegue atendimento, comenta a médica, nem sempre a parturiente encontra um anestesista 24 horas de plantão para oferecer métodos farmacológicos para controle de dor.
Fora que vivemos em uma sociedade que vive 24 horas ‘conectada’ onde ‘tudo é para ontem’ e, por isso, nada pode sair fora do planejado.  Para não contar com imprevistos, muitas mulheres agendam suas cesáreas pois são ansiosas e não gostam de ter que esperar o filho escolher a hora e dia de nascer. Querem tudo planejado. Seja para organizar as lembrancinhas da maternidade, para fugir do trânsito ou para o filho nascer nesse ou naquele dia da semana para facilitar as visitas dos parentes na maternidade.
A recomendação de ativistas do parto humanizado é que a mulher se informe  para saber mais sobre o parto normal e conseguir uma equipe humanizada. Além de grupos nas redes sociais, há vários grupos presenciais com palestras gratuitas de parteiras, doulas e enfermeiras obstetras que podem ajudar a mulher a “perder o medo” e a lidar melhor com a ansiedade e sanar todas as suas dúvidas.

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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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