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Saúde diz que vacinação da gripe não será antecipada; saiba mais sobre H1N1

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By Giovanna Balogh on 28 de março de 2016 Cuidado com os filhos, Doenças, Infância
Campanha de vacinação vai acontecer a partir de 30 de abril neste ano (Foto: Antonio Basilio/PMSJC)
Campanha de vacinação vai acontecer a partir de 30 de abril neste ano (Foto: Antonio Basilio/PMSJC)

O frio ainda nem chegou, mas os casos da gripe influenza H1N1 dispararam deixando os hospitais lotados e os pais cheios de dúvidas sobre a doença. No Brasil, são 305 casos até agora enquanto em 2015 inteiro foram 141 registros da doença. Ao todo, já são 46 mortes confirmadas no país neste ano ante 36 em 2015.

Os casos devem crescer ainda mais com a chegada do frio e porque a campanha de vacinação vai começar apenas no final de abril em todo o país. Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde diz que não há qualquer intenção em antecipar a campanha de vacinação da gripe, que irá começar em 30 de abril e seguirá até 20 de maio em todo o país.

A região Sudeste é a mais afetada com 266 casos sendo 260 no Estado de São Paulo que já registrou 38 óbitos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave, independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil.

O ministério explica que autorizou o Estado de São Paulo a usar os lotes da vacina de 2015 em regiões em que a circulação do vírus da influenza começou cedo, como é o caso de São José do Rio Preto, no interior do Estado.  É importante destacar que a vacina do ano passado protege apenas contra H1N1 já que houve a troca, pela Organização Mundial de Saúde, de duas cepas da composição da vacina.

Por isso, quem tomar esse lote antigo terá que ser vacinado novamente na campanha para estar protegido contra os dois outros tipos de vírus, H3N2 e Influenza B. É importante destacar que o intervalo entre uma vacina e outra deve ser de 30 dias.

A vacina, segundo pediatras, tem o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus na população alvo da campanha, como crianças, idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, população indígena e pessoas com doenças crônicas.

Muitos pais, no entanto, tem recorrido à rede particular para vacinar antecipadamente seus filhos. O valor é em torno de R$ 120. A reportagem ligou para várias clínicas de vacina em São Paulo e a maioria está com falta do produto devido à grande demanda.

A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. A vacina pode ser dada apenas em bebês com mais de seis meses de vida.

A pediatra Relva Oliveira explica que os pais não devem fazer uma corrida ao pronto socorro assim que qualquer gripe aparecer.  Fora que o hospital é um ambiente onde há grande probabilidade do paciente sair com outras doenças já que há pacientes com doenças mais sérias lá. “O médico deve ser procurado em caso de prostração, tosse incontrolável, mal-estar acentuado ou pneumonia pós-gripe”, ressalta.

O ministério diz ainda que todos os Estados foram abastecidos com o medicamento Oseltamivir (Tamiflu) e que  o medicamento deve ser administrado nas 48 horas do início dos sintomas.

Vale lembrar que o H1N1 é transmitido por via oral, ou seja, tosse ou espirro e até mesmo por meio de objetos contaminados. Uma vez que o vírus infecta a pessoa, a doença demora de 1 a 4 dias para se manifestar. A pediatra diz que cuidados com higiene e não ficar em locais fechados e aglomerados são ótimas medidas para prevenir a contaminação (leia mais abaixo).

O H1N1 é uma variação da gripe comum e é estimado que tenha surgido em 2009 e que a sua transmissão aconteceu primeiro em suínos e, por isso, a doença é popularmente conhecida como gripe suína.

1 – Quais os sintomas?
Os sintomas são parecidos com a  da gripe normal. Aém de febre alta (acima de 38,5°C), tosse, coriza, irritação nos olhos e nos ouvidos, dor muscular, de cabeça e de garganta. O paciente normalmente sente falta de ar e dor no tórax. Pode haver episódios de vômito e diarreia. Os médicos alertam que a doença pode evoluir para uma situação mais grave de pneumonia viral.

2 – Como se prevenir?
Lave as mãos e use álcool em gel e procure cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir. Se estiver gripado, use máscaras e não compartilhe objetos como talheres, copos. Também é importante ficar em locais bem arejados

3 – Há vacinas diferentes na rede pública e privada?
Sim. Na rede pública é dada a trivalente, que imuniza contra três tipos de vírus e a tetravalente, que imuniza contra quatro tipos, só é encontrada em clínicas particulares. Ambas incluem a imunização contra o H1N1.

 4 – Ao tomar a vacina a imunização é imediata?
O paciente que tomar a vacina só estará protegido após um período de três a quatro semanas

5 – Quem tomou a vacina em outros anos está protegido?
A vacinação deve ser feita todos os anos pois a imunização é garantida por um período de seis a oito meses.

6 – Ficarei gripado se tomar a vacina?
Isso é um boato pois a vacina não provoca a doença pois é feita com partículas virais que é feito depois que o vírus foi morto e fragmentado, ou seja, não há nada que possa fazer a pessoa ficar gripada ao ser imunizada.

7 – Há efeitos colaterais?
Como qualquer outra vacina, é esperado dor e inchaço no local da picada e pode haver efeitos colaterais como febre e indisposição.

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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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