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Coworking materno faz campanha para não encerrar atividades

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By Giovanna Balogh on 25 de novembro de 2015 Empreendedorismo materno

 

Bebês ficam perto das mães enquanto elas trabalham (Foto: Divulgação)
Bebês ficam perto das mães enquanto elas trabalham (Foto: Divulgação)

O primeiro coworking materno do Brasil pede socorro para continuar funcionando. O espaço, localizado desde fevereiro na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, está com dificuldades para se manter justamente por cobrar um valor acessível para que as mães possam trabalhar lado a lado com seus filhos.

Uma das sócias da Casa de Viver,  Carina Lucindo Borrego, diz que as despesas do espaço são maiores do que a receita em aproximadamente R$ 5.000 mensais. Além do prédio, que é alugado, outra despesa alta é com as funcionárias da casa, que são as cuidadoras que ficam com as crianças enquanto as mães trabalham.

“Temos projetado que em março do próximo ano conseguiremos equilibrar custos e receitas, mas até lá não temos mais como assumir as despesas com recursos de pessoa física”, comenta. Para manter a casa aberta, ela e a sócia Fernanda Torres optaram em fazer um financiamento coletivo. Para saber mais e ajudar clique aqui.

Carina diz que fechar a casa seria a última opção, mas que se não conseguir recursos não terá muitas alternativas. “Também estamos buscando patrocínios, um terceiro sócio, parcerias comerciais com outro espaço de coworking e novas formas de divulgação”, afirma.

Atualmente, o espaço atende entre cinco e dez crianças que são assistidas por duas cuidadoras. Carina explica que na Casa de Viver a mãe continua sendo a protagonista, ou seja, é ela quem troca as fraldas e também quem traz e oferece a comida ou lanchinho do filho.

Ou seja, enquanto a criança brinca, tira uma sonequinha a mãe pode focar no seu trabalho. Desta forma, a amamentação não é prejudicada pois a mãe pode dar de mamar sempre que o bebê quiser, por exemplo. Vale ressaltar que a Casa Viver é diferente de uma creche convencional pois os bebês  só podem ficar lá se a mãe ou pai estiver no espaço trabalhando.

Muitas das mulheres que estão no local são empreendedoras que mudaram de carreira após a maternidade e não querem voltar para o mundo corporativo. “Já tivemos duas mães que trouxeram seus bebês bem pequenos, com quatro meses”, diz.

A ideia da casa, conta Carina, surgiu por conta da sua própria angústia de ter voltado a trabalhar quando acabou a licença maternidade da sua primeira filha, hoje com sete anos.  Ao engravidar de Clara, que agora tem um ano, não quis passar pelo mesmo sofrimento de deixar a filha bebê em período integral na creche. Ela, que trabalhava como tradutora em um grande consultório de advogacia, decidiu largar o emprego e empreender para ficar mais perto das meninas.

Carina diz que o valor cobrado para trabalhar no espaço varia muito e que há pacotes que a mãe ou o pai  pode escolher. O valor da hora depende do pacote contratado, mas varia de R$ 10 a R$ 20 a hora. Quem não tem filhos também pode trabalhar no local e o valor cobrado é de R$ 10 a hora.

Carina  diz que atualmente o espaço é voltado para crianças de zero a quatro anos. O espaço funciona de segunda à sexta-feira das 8h às 18h. Lá, os pais têm bancadas com internet onde podem instalar seus laptops e trabalhar tranquilamente. O coworking também oferece cursos e organiza eventos para mães empreendedoras. A Casa de Viver fica na rua Afonso Celso, 140. Mais informações no site do Casa de Viver.

Coworking materno tem bancadas e cada profissional leva seu laptop (Foto: Divulgação)
Coworking materno tem bancadas e cada profissional leva seu laptop (Foto: Divulgação)

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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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