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Pesquisa mostra que maioria das mães considera maternidade exaustiva

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By Giovanna Balogh on 19 de julho de 2016 Maternidade Real
Mãe cochila ao lado do filho pequeno (Foto: Well Fernandes)
Mãe cochila ao lado do filho pequeno (Foto: Well Fernandes)

A maioria das mulheres considera o papel de mãe como difícil ou exaustivo (63%), mas apesar da dura realidade da maternidade real, apenas 13% delas quer ajuda com os filhos.  O levantamento “A Nova Mãe Brasileira”, feito pelo Instituto QualiBest e pelo site Mulheres Incríveis, mostrou que 40% das mães gostaria de ter mais ajuda com as tarefas domésticas do que com a criação dos filhos em si.

O marido ou o pai da criança é o que aparece na pesquisa como a principal pessoa que divide as tarefas com essa mãe (60%). Já a avó materna aparece em segundo lugar com 20% e a escola em terceiro (6%). Surpreendentemente, as avós paternas aparecem ajudando apenas 1% das noras. Por outro lado, quando as entrevistadas foram questionadas sobre quem a julga/critica no papel de mãe, a sogra ganha um aumento considerável de votos: 15%. A maioria das entrevistadas (70%) diz que se sente cobrada ou julgada na sua forma de maternagem.

LEIA MAIS: A maternidade real é diferente da propaganda de margarina

A pesquisa ouviu 1.300 mães de todas as classes sociais, faixas etárias e regiões do país. Por meio de questões de múltiplas escolhas num questionário on-line, a maior parte delas declarou ter de um a dois filhos (81%). A amostra privilegiou mães de 25 a 44 anos (mais de 60% do total de entrevistadas).

O levantamento mostrou também que, entre as maiores dificuldades das mães, está a falta de recursos (75%) para pagar boas escolas, roupas, viagens ou presentear os filhos. A falta de tempo para cuidar dela mesmo (60%) apareceu em segundo lugar enquanto a dificuldade de alcançar o equilíbrio entre ser exigente demais e permissiva demais com os filhos (52%) aparece em terceiro lugar nas queixas maternas.

CULPA E CONSTRANGIMENTO

A pesquisa também abordou assuntos polêmicos, como quais são as culpas e o que as mães se envergonham por terem feito ou deixado de fazer pelos filhos. O levantamento mostrou que 36% delas admitem que  perdem a paciência com frequência enquanto 32% diz não ter paciência ou energia para brincar ou ajudar os filhos com as lições de casa, por exemplo. A grande maioria (55%) sente culpa por não ter condições financeiras para dar uma vida melhor aos filhos enquanto 31% lamenta por deixar os filhos muitas horas vendo TV, jogos, celulares para mantê-los calmos para que elas possam descansar, dormir ou fazer algo sem serem atrapalhadas.

A pesquisa mostra que ainda que boa parte das mães disseram que se sentem envergonhadas por ter dado palmadas (33%), surra (10%) ou gritado com os filhos a ponto de assustá-los (32%). Outras 13% sentem vergonha por ter dado comida industrializada para os filhos enquanto, no campo da criação, 22% confessam que sentem vergonha por chantagear o filho ou que mentiram (15%) para que eles parassem de chorar. A pesquisa mostrou que 15% delas já ameaçaram ir embora de casa ou deixá-los aos cuidados de outras pessoas enquanto 3% confessam que já deram remédios para acalmar seus filhos.

MATERNIDADE REAL

A pesquisa mostra ainda que a maioria das mães (51%) ama seus filhos, mas também tem interesse por outros assuntos, como trabalho, parceiros e vida social, por exemplo. Quando o levantamento abordou a imagem da mãe na mídia, apenas 9% das mães mais jovens disseram se sentir representadas pelo modo que os filmes, as novelas e as redes sociais as retratam. As características que as entrevistadas criticam são, principalmente, a que aparecem nas imagens da “mãe perfeita” e “mãe que parece estar sempre feliz”.

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1 comentário

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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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