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Mãe é obrigada a parar de amamentar filha na UTI por conta da visitação de pais

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By Giovanna Balogh on 3 de março de 2017 Amamentação, Bebês

 

Yara e o marido com a filha na UTI (Foto: arquivo pessoal)
Yara e o marido com a filha na UTI neonatal do hospital  Santa Joana (Foto: arquivo pessoal)

Pisar em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal é algo que ninguém quer para o seu filho. Ver ele na incubadora – muitas vezes ligado a tubos – e lutando diariamente para viver é um cenário que deixa qualquer pai e mãe angustiado. Se não bastasse todo esse sofrimento, há mães que encontram ainda mais uma dificuldade: não podem amamentar seus bebês por conta de regras hospitalares.

Foi o que aconteceu com a musicista Yara Villão, 30, que teve sua bebê no hospital Santa Joana no dia 20 de fevereiro. Pesando 2,1 quilos, Samara nasceu com 34 semanas de vida em um parto normal humanizado. “No Carnaval é possível ver vários peitos na TV. Enquanto isso na UTI da maternidade Santa Joana sou solicitada a tirar meu bebê do peito pois é o horário da visita dos pais”, relatou a mãe em desabafo no Facebook.

Yara conta que o bebê foi direto para a UTI e que só podia visitar a filha de 3h em 3 horas, que é quando acontecem as mamadas. “Normalmente podemos amamentar por até uma hora, mas o tempo para amamentar na visita das 15h dura só meia hora pois é quando os pais podem entrar. Foi nesse momento que fui orientada a tirar minha bebê do peito porque os pais iam visitar seus bebês na UTI”, comenta Yara.

A mãe diz que pediu para a funcionária da UTI, que seria uma técnica de enfermagem ou enfermeira, para seguir amamentando e até sugeriu cobrir o seio com um pano. “Ela não deixou. Fiquei sem reação e parei de dar meu peito para um bebê prematuro, com dois dias de vida e que precisava ganhar peso”, lamenta a mãe, que diz ter ficado sem reação. Como nasceu prematura e Yara é mãe de primeira viagem, as duas estavam aprendendo juntas sobre a amamentação. “Demorei uma meia hora para acertar a pega, quando engatou a mamada ela pediu para eu parar. Falei que mal tinha começado, que poderia me cobrir, mas não adiantou. Falaram que eu teria que seguir dando a mamadeira com o leite doado do banco de leite”, diz.

Ao chegar a pediatra, Yara fez uma reclamação e ouviu dela que o hospital atende “todo tipo de gente”. “Ela falou que há pacientes muçulmanos, judeus, cristãos ortodoxos e que nem todos acham amamentar algo natural. Ela disse que o hospital já ouviu muitas reclamações e que criou as regras para contemplar a todos. Contempla a todos sim, menos os bebês e as mães que querem amamentar”, opina a mãe.

Como não queria causar confusão e sair o quanto antes do hospital com a filha, Yara disse que preferiu nem reclamar. “Também queria ter feito o método canguru com ela, mas a médica disse que minha filha era muito grande para isso e não permitiram”. Yara diz que estava tão nervosa que nem lembrou que no Estado de São Paulo há uma lei que protege as mães que amamentam. LEIA MAIS aqui sobre a lei estadual em vigor.

Como pariu sem anestesia e estava bem logo após o parto, Yara disse que queria amamentar a filha logo que pudesse. “Ligaram no quarto e falaram para eu escolher entre o leite do banco de leite ou o de fórmula. Disse que queria amamentar e meu marido foi atrás da pediatra, do pessoal da enfermagem para que a primeira mamada fosse com o meu leite. Queria dar só meu leite, perguntei se não poderia amamentar mais vezes, ficar mais com ela para não ser dado outro leite, mas não tive essa opção. A visitação só ocorre de 3h em 3h e, por isso, dariam o complemento”, lamenta Yara, que optou pelo leite doado de outras mães ao banco de leite. A médica, conta Yara, ainda falou que a filha sairia da UTI como um “reloginho”. “Não quero um bebê relógio, quero um bebê que mame em livre demanda”, diz.

Yara diz que o hospital não favorece o aleitamento materno e muitas mães ficam perdidas e dão leite artificial para os bebês prematuros pois não contam com orientação. “Tivemos uma ótima equipe, com obstetriz que nos ajudou e orientou. Mas, a maioria fica sem saber o que fazer”, relata. Na alta, que aconteceu no dia 26, mais um desestímulo à amamentação: “A médica me deu uma receita de leite artificial determinando as horas das mamadas e como preparar a mamadeira. Disse que não precisava, que só amamentaria e ela falou para eu levar e, quando o bebê chorar muito e eu não souber o que fazer, para eu usar a receita. Isso entrou por um ouvido e saiu por outro, mas quantas mães sem o amparo que tive acabam caindo na fórmula?”, questiona.

OUTRO LADO

Procurada, a assessoria de imprensa do Santa Joana disse que a situação relatada pela paciente “não condiz com a conduta orientada pela Instituição e está verificando os fatos junto aos envolvidos”.

O hospital diz que o acesso das mães aos filhos na UTI Neonatal é livre, inclusive com incentivo ao aleitamento. “Para conservar a privacidade das mulheres, durante o horário da mamada o acesso é exclusivo para as mães. São indicados alguns horários para o aleitamento, para organizar a rotina do bebê, que necessita de fisioterapia e outras medicações enquanto está na UTI”.

O hospital ainda afirma que estimula o aleitamento materno exclusivo, mas que  recém-nascidos com dificuldade de sucção ou alguma necessidade especial, pode necessitar de complementação com fórmula, que só é fornecida sob a prescrição e indicação médica.

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22 Comentários

  1. Juliana on 3 de março de 2017 7:44 PM

    Incentivo ao aleitamento colocando hora pra mamadas? Sei.

    Reply
  2. THAIS COUTINHO DE LIMA on 3 de março de 2017 10:04 PM

    Tive meu bebê no hospital Santa Joana e foi todo maravilhoso.

    Meu bebê nasceu com 29 semanas, com 940 gramas, “parado” e precisou de transfusão de sangue ao nascer.

    A equipe de obstetrícia foi maravilhosa, a equipe da UTI Neonatal foi sensacional, sempre me orientaram ao aleitamento materno, tem o lactário cuja equipe é fantástica.

    Eu só tenho elogios.

    O hospital tem regras quanto aos horários para benefício do bebê, a regra quanto a amamentação é para evitar uma situação mais danosa. Porém, eles sempre liberam a mãe para entrar um pouco mais cedo, caso o bebê mame muito. Além, do fato de serem, somente, três visitas paternas: às 10:00 – que não atrapalha o horário de amamentação, às 15:30 e às 20:30 – que é antes do horário da amamentação.

    Então, desculpe, mas, até papagaio fala.

    As pessoas devem entender o processo para poder articular qualquer comentário.

    Vivenciei a experiência da brilhante UTI Neonatal do hospital Santa Joana por milagrosos 57 dias.

    Sou muito grata.

    Reply
    • Rafaela on 12 de março de 2017 9:58 PM

      moça, vc foi paga pra escrever esse comentário? Pq no mínimo vc está dizendo que a mãe da reportagem está mentindo. Então, bem menos, ok?

      Reply
    • Beatriz on 15 de agosto de 2017 3:09 PM

      Concordo plenamente, tive meu filho lá, e passei 29 dias na UTI e a equipe toda é sensacional, inclusive as do lactário.

      Então, concordo, falar até papagaio fala!

      Reply
  3. Elva on 3 de março de 2017 11:08 PM

    A maternidade Santa Joana NÃO incentiva o aleitamento materno exclusivo. Que mentira! Minha bebê nasceu lá em janeiro de 2016, mesmo eu conseguindo amamentar tranquilamente e ela fazendo a pega correta, a pediatra de lá ainda me deu uma receita pra complementar com fórmula, sem necessidade alguma. A sorte é que eu já havia lido bastante sobre o assunto e me neguei a complementar. Travei uma briga com o pai da minha filha, que me dizia para seguir o que a pediatra receitou. Imagina?

    Reply
  4. Nilcea Crooker on 4 de março de 2017 2:15 AM

    Uma vergonha… se um homem se sentir sexualmente atraído por uma mulher amamentando uma criança é sinal que ele deveria ser castrado quimicamente!
    Esse hospital merece ter as portas da maternidade fechados já que não tem profissionais treinados pra atender esse serviço! Essa médica deveria ser processada, coloque o nome desse animal na matéria pra que outras mulheres não caiam no erro de a escolherem como obstetra.

    Reply
  5. Camila Lopes on 4 de março de 2017 3:03 AM

    Olá! Infelizmente também passei pela mesma situação no mesmo hospital um ano atrás. Meu bebe nasceu com 36 semanas e ficou por 6 longos dias na UTI neonatal. Fiquei horrorizada com a regra de parar de amamentar assim que iniciasse a visita dos pais. Questionei e a justificativa da equipe foi proteger as mães dos olhares de alguns pais. Acredito que nós mães, principalmente no pós parto, ficamos muito sensíveis para brigar pelos direitos dos bebês poderem ser amamentados e não lutarmos por isso. Depois que tudo passou me perguntei….Por que não briguei? Por que não resisti? Deixo aqui meu descontentamento quanto a essa regra que desrespeita o direito do bebê e só reforça a visão machista de mulher objeto.

    Reply
  6. Suelen on 4 de março de 2017 7:06 AM

    O santa Joana funciona dessa forma mesmo, meu filho ficou na UTI Neo por 20 dias e foi exatamente como a mãe descreveu acima. Pode até ser um bom hospital, porém muitas vezes parece que lidamos com algunsrobôs sem sentimento ou respeito, outros são super atenciosos.

    Reply
  7. Berenice on 4 de março de 2017 9:45 AM

    Incrível e desumano, nem sei o que eu faria. Parabéns Yara, denuncia mesmo. Outras mãe deveriam ter a sua atitude. Estou chocada!!!!

    Reply
  8. Nilda on 4 de março de 2017 12:56 PM

    Que absurdo. Sociedade incoerente, inflexível , insegura e cruel com as pessoas de bem.

    Reply
  9. Adriano Tavares Bastos on 4 de março de 2017 2:11 PM

    Se for verdade tudo que essa mae relatou, este hospital deve ser punido, com a demissão da enfermeira e médica. Simplesmente um absurdo.

    Reply
    • Lua on 16 de março de 2017 1:43 PM

      Não faz sentido demitir funcionários por eles estarem seguindo normas definidas pela instituição. A pessoa vem defender uma causa e se embanana toda, quer demissão de profissionais que estão cumprindo o seu papel. A punição tem que ser em cima dos que decidem os protocolos, tenha dó! E o pior, que com a nota de esclarecimento do hospital ficou bem claro: em vez de reconhecer a necessidade de revisão das normas, o hospital expõe as funcionárias, como se todas elas tivessem se reunido à parte e definido um protocolo hospitalar, super bem orquestradas para fazerem exatamente as mesmas coisas. Oras, gente, acorda aí vai! É claro que elas todas seguiram as mesmas normas pq foram instruídas para tanto.

      Reply
  10. Celia on 4 de março de 2017 2:12 PM

    Este hospital está deixando muito a desejar…uma prima minha teve bebê e fez uma cesariana aí em novembro de 2016, quase morreu e até hoje está em tratamento, em outro hospital logicamente …fiquei sabendo de outros casos parecidos…ainda com esta atitude tudo piora…

    Reply
  11. Maria Isaura C. Vieira on 4 de março de 2017 3:04 PM

    É horrível por que além de descumprirem a orientação para estimularem o aleitamento materno,ainda colocam os familiares na condição de mentirosos, pois quando procurados para esclarecer as arbitrariedades cometidas, deturpam tudo que foi dito pelas pessoas que denunciam tais práticas. Essas instituições merecem ser punidas.

    Reply
  12. Luciana Lima on 4 de março de 2017 5:23 PM

    Por isso dou graças a Deus de minha filha ter nascido na São José, lá ela mamou em livre demanda e até a técnica de enfermagem veio orientar sobre a posição correta e deixaram-na comigo. Fiz a livre demanda desde o início.

    Reply
  13. Derlucy on 4 de março de 2017 11:06 PM

    infelizmente algumas rotinas impostas às mães e bebês internados em UTI neonatais, acabam por desestimular o aleitamento natural. E promovem o desmame precoce. Como profissionais devemos reconhecer qdo o bebê está pronto para sugar, não tomando apenas como o parâmetro , peso e idade ? . Vamos incentivar e dar o direito às mães dos bebês internados em UTIneonatal, de manterem à lactaçao e amamentarem os seus bebês

    Reply
  14. Cassia on 5 de março de 2017 2:20 PM

    Minha filha ficou 15 dias na UTI neonatal do hospital Santa Joana, recebemos um excelente atendimento por parte de toda equipe, porém essa regra de ter que interromper a amamentação devido a visita dos pais foi algo que me incomodava muito, não fazia o menor sentido e por diversas vezes expressei minha opinião sobre o assunto.

    Reply
  15. Aline on 5 de março de 2017 3:13 PM

    Bom… Posso dizer que passei por uma situação parecida à 4 meses quando minha bebê nasceu e foi para UTI neo por hipoglicemia, não me deram opção quando cheguei pra amamentar já haviam dado fórmula para ela sem minha autorização, fiquei muito chateada e só podia tbm ir de 3/3 há para amamentar com as mesmas regras que foram passadas para essa mãe… Tbm acho q eles não priorizam o aleitamento materno!

    Reply
  16. Franciely on 5 de março de 2017 7:28 PM

    Ótima reportagem!
    Temos que abrir os olhos da população.
    Só precisa corrigir alguns erros de português!

    Reply
    • Giovanna Balogh on 7 de março de 2017 7:13 AM

      Arrumamos os erros. Obrigada

      Reply
  17. Leonardo Varuzza on 8 de março de 2017 10:55 AM

    Eu acho que algum imbecil com influência reclamou com o hospital que deve ter dado essa orientação aos funcionários, agora que a merda foi parar no ventilador eles estão tentando jogar a culpa na funcionária, que deve ser mesmo uma topeira.

    A questão é como que uma maternidade pode achar que é aceitável interromper um bebê mamando, ainda mais por um motivo tão imbecil.

    Reply
  18. Luciana Ribeiro on 19 de março de 2017 4:13 AM

    Que absurdo…entre e os pais entrarem e a amamentação é lógico que a prioridade seria a amamentar o bebê…Que hospital ridículo… Tive minha bebê no Sepaco e só tenho elogios porque sempre incentivaram o aleitamento materno.
    Esse hospital provavelmente deve atender aos interesses dos que pagam e não ao bem estar e saúde da mãe e principalmente do bebê.

    Reply
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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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