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Por que as doulas incomodam tanto?

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By Giovanna Balogh on 29 de março de 2016 Direitos das mulheres, Doulas, Parto, Parto normal
Mulher em trabalho de parto é apoiada por doula em hospital (Foto: Coletivo Buriti por Lela Beltrão)
Mulher em trabalho de parto é apoiada por doula em hospital (Foto: Coletivo Buriti por Lela Beltrão)

 

Grande parte da classe médica não gosta de trabalhar com doulas pois ainda não  reconhece a importância delas para a mulher que vai parir. Fato é que elas estão lá para dar suporte físico e emocional para a gestante antes, durante e após o parto e estão sendo impedidas de fazer suas funções prejudicando, principalmente, quem busca um parto respeitoso.

LEIA MAIS: Doula não é acompanhante, sabe a importância de ter uma no seu parto

Desde a  semana passada o Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André (ABC), barrou a entrada das doulas. A unidade de saúde era a única da região que permitia às gestantes ter uma doula além de um acompanhante de sua escolha. Procurada, a prefeitura informou que a suspensão é temporária para “revisão de normas e procedimentos”. Segundo nota enviada pela prefeitura, em 2015 foram, em média, 360 partos mensais realizados e apenas dois acompanhados por doulas.  

A maternidade municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Rio de Janeiro, também barrou nesta semana a entrada das doulas. Na unidade de saúde, que é referência na cidade em parto humanizado, obstetrizes e enfermeiras também não podem mais atender partos normais.

As medidas foram adotadas, segundo a Secretaria de Saúde do Rio, por conta de resoluções do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) que  proibiu as doulas de entrarem nos hospitais.Segundo o texto da entidade de classe, os diretores dos hospitais podem ter até seus registros cassados caso não sigam as novas regras.

A resolução também impede médicos de acompanhar mulheres em partos domiciliares. O Cremerj diz que veda pessoas não habilitadas e/ou de profissões não reconhecidas na área da saúde durante e após a realização do parto, em ambiente hospitalar, ressalvados os acompanhantes legais. “O objetivo é garantir um atendimento de qualidade à população, sem interferências de pessoas que desconheçam o procedimento da equipe médica e de saúde no momento do parto”, ressalta.

Doulas e ativistas do parto humanizado tentam agora aprovar o projeto de lei 123/2015 na Assembleia Legislativa do Rio para que possam liberar a entrada das doulas sempre que solicitadas pelas pacientes.

As resoluções do Cremerj são de 2012, mas estavam suspensas pois o Coren-RJ (Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro), que representa as obstetrizes, entrou com uma ação civil pública contra as medidas alegando que ferem o livre exercício dos profissionais. A Justiça derrubou as resoluções, mas o Cremerj recorreu e o Tribunal Regional Federal julgou a solicitação do Coren improcedente e, por esse motivo, as resoluções voltaram a vigorar neste ano.

Mulheres que tiveram partos acompanhadas de doulas relatam experiências mais positivas. A socióloga Carolina Darcie, 34, teve três partos normais e somente no último teve uma doula. “O apoio dela antes do parto foi mais importante até que no dia do parto. Foram muitas conversas sobre gestação e parto e precisamos ter com quem falar que não seja o médico ou alguém da família. Alguém já tenha vivido muitos partos”, comenta.

O último parto, ocorrido em fevereiro, durou mais de 15 horas e aconteceu com quase 42 semanas de gestação. “Ela sabia que eu ia parir, que ia dar certo. Quando meu psicológico ficava abalado pela gestação prolongada, ela me ouvia. Quando chorei dizendo que não queria mais, ela não disse que era bobeira. Doula é isso. Acolhe quando ninguém mais sabe o que te dizer. Te ajuda a suportar as piores dores. Confia que você vai conseguir”, comenta.

Carolina Darcie com sua doula e amiga Gisele Leal (Foto: Kelly Stein)
Carolina Darcie com sua doula e amiga Gisele Leal (Foto: Kelly Stein)

Vale lembrar que as doulas não fazem qualquer procedimento médico ou de enfermagem, ou seja, não fazem exame de toque, nem ouvem os batimentos cardíacos do bebê, por exemplo. Elas estão lá apenas para ajudar a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para parir, fazem massagem, enfim, ajudam a apoiar e buscar o bem estar da doulanda.

Mas, se não fazem o que o médico faz, por que elas incomodam tanto? As doulas normalmente informam as gestantes durante o pré-natal sobre como conseguir uma boa equipe, as reais indicações de cesárea e os direitos que elas têm durante o pré-natal e ao parir. Pesquisas mostram ainda que elas reduzem em 50% as taxas de cesáreas e até 60% os pedidos de anestesias. O Brasil é recordista em cesáreas e não é por acaso que há a intenção de tirar elas das salas de parto.

Outras cidades, como Santos, Jundiaí e Sorocaba, e o Estado de Santa Catarina, no entanto, aprovaram leis que permitem a entrada das doulas em maternidades públicas e privadas. Veja aqui quais locais reconheceram a importância dessas profissionais.

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SOBRE A AUTORA
Giovanna Balogh Autora do livro infantil "O Mamá é da Mamãe", que fala sobre o desmame gentil, a jornalista Giovanna Balogh, 41, passou a fazer reportagens sobre parto, aleitamento materno e direitos das mulheres após a maternidade. Ela é mãe de Bento, Vicente e Teresa. Formada em 2002 pela UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), trabalhou de novembro de 2005 a abril de 2015 na Folha de S. Paulo onde ocupou diferentes funções. Também foi repórter por três anos do extinto Jornal da Tarde. Após a maternidade, passou a focar sua carreira em saúde materno-infantil. Para entender e escrever melhor nesta área, fez formação como doula, instrutora GentleBirth e consultora em aleitamento materno. Atualmente é responsável pela Agência Mexerica e é pós-graduada em Marketing de Influência na PUC-RS.
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